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Grécia: supermercados e bombas de gasolina acusam a pressão

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A procura de alimentos não perecíveis tem aumentado nos supermercados gregos

FOTO MARKO DJURICA/GETTY

Controlos de capitais levam muitos gregos a precaver-se contra eventuais faltas de liquidez. Além dos pensionistas à porta dos bancos, alimentos básicos e combustíveis têm procura acrescida

Apesar das medidas do Governo grego para evitar situações de pânico (como abrir bancos para os pensionistas levantarem pensões e ordenar que o transporte público seja gratuito esta semana), várias fontes dão conta de que há cidadãos a comprar grandes quantidades de bens e combustível. É nítido o receio de não ter dinheiro muito em breve.

Além das filas de pensionistas diante do Banco Nacional da Grécia, que querem saber em que sucursais bancárias poderão levantar as suas pensões – já que muitos não têm cartão e, em todo o caso, vigoram controlos de capitais –, também começa a havê-las nos supermercados e bombas de gasolina.

O jornalista grego Niki Kitsantonis afirmou ter estado numa loja cujos funcionários lhe disseram que houvera uma procura acrescida de alimentos não perecíveis, como esparguete, açúcar e farinha.

Na ilha de Creta, algumas bombas de gasolina tiveram de fechar por terem ficado sem combustível. Um profissional do sector citado pelo jornal “The Guardian” diz que 50% dos postos de abastecimento estão sem combustível e que há gente a encher latas de gasolina.

À porta de várias instituições bancárias, pensionistas mantêm-se em fila e o jornal britânico fala de “cenas de pânico” na cidade de Salónica, com alguns dos depositantes a desmaiar quando se aperceberam de que não iria ser fácil obterem as suas pensões.