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Vaga de casamentos gay (e atitudes de desafio) nos Estados Unidos

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Andrew Caballero-Reynolds / AFP / Getty Images

Horas depois do casamento entre pessoas do mesmo sexo ter sido legalizado em todo o país, os Estados Unidos registaram uma onda de uniões de homossexuais. Mas não sem algumas resistências

Os estados nos quais, até esta sexta-feira, o casamento homossexual era proibido viveram uma onda de uniões de pessoas do mesmo sexo, após a decisão do Supremo Tribunal norte-americano de legalizá-las em todos os estados do país. Até agora, o casamento gay era apenas permitido em 37 dos 50 estados - que não incluíam, até ontem, o Arkansas, Kentucky, Louisiana, Texas, Dakota do Norte, Dakota do Sul, Missouri, Ohio, Mississípi, Michigan, Nebrasca e Tennessee. 

Mas alguns, especialmente os mais conservadores, estão a desafiar a decisão do Supremo Tribunal. Uns invocam a "liberdade religiosa" de cada indivíduo, outros declaram não ter ainda tempo nem orientação suficiente para começar a realizar esses casamentos. 

No Texas, um dos estados mais conservadores e que mais se tem oposto ao casamento homossexual, o governador Greg Abott deu liberdade aos oficiais do seu país para negar a atribuição de licenças a casais do mesmo sexo, se fosse essa a sua consciência e "crença religiosa".  

"Nenhum texano é obrigado pela decisão do Supremo Tribunal a agir contra as suas crenças religiosas em relação ao casamento", afirmou, lamentando que o Supremo Tribunal "tenha imposto a todo o país" o seu ponto de vista pessoal sobre o assunto. 

Já no Louisiana, o procurador-geral (republicano) Buddy Caldwell declarou que "nada na decisão tornava a ordem imediatamente efetiva". E considera também que esta decisão "abre caminho a um assalto organizado contra os direitos de liberdade religiosa dos cristãos que não concordam com o casamento gay". 

A reivindicação destes estados mais conservadores é uma: que se abram exceções com base nas crenças religiosas de cada indivíduo (que, ao contrário das organizações religiosas e Igrejas, são obrigados a seguir a decisão do Supremo Tribunal norte-americano).