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Syriza incita gregos a votarem 'não' no referendo

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FOTO Milos Bicanski/Getty Images

Vários ministros gregos já se pronunciaram acerca do referendo proposto pelo primeiro-ministro Alexis Tsipras, apelando aos gregos para que votem 'não' à proposta dos credores oficiais. Parlamento helénico deve aprovar este sábado a realização do ato eleitoral

Cátia Bruno

Cátia Bruno

Jornalista

O Governo grego irá fazer campanha pelo voto no 'não' às propostas dos credores oficiais no referendo que foi proposto esta noite pelo primeiro-ministro Alexis Tsipras. 

Isso mesmo apurou a agência Lusa junto de uma fonte oficial do Executivo liderado pelo Syriza: "o Syriza vai apelar ao voto 'não' no referendo", declarou a mesma fonte. "Estamos seguros que o povo grego vai tornar claro que não aceitará ultimatos da troika."

São também essas as indicações de vários ministros do Executivo helénico, que se pronunciaram sobre o assunto à saída da reunião extraordinária do Governo da Grécia. "O nosso povo vai votar 'não'", declarou Nikos Pappas, ministro de Estado. "Estamos a enviar uma mensagem clara."

Também Panagiotis Lafazanis, ministro da Energia e líder de uma das fações mais à esquerda dentro do Syriza, avançou com a certeza de que os gregos dirão 'não' às propostas europeias.

O conhecido ministro das Finanças Yanis Varoufakis também já se pronunciou sobre o referendo na sua conta de Twitter, escrevendo que o Governo grego apenas deu o "impulso" necessário à democracia em temas relacionados com o euro; "é engraçado quão radical este conceito soa!", acrescentou o ministro.

Referendo deverá ser aprovado no Parlamento
Panos Kammenos, ministro da Defesa e líder do partido nacionalista Gregos Independentes (ANEL), parceiro de coligação do Syriza, também indicou a sua tendência de voto': "A história da nação foi escrita com um 'não'", escreveu na sua conta de Twitter.

O Parlamento grego irá votar este sábado, ao meio-dia (10h em Lisboa), a proposta de referendo, necessitando apenas de 151 votos a favor para ser aprovado - o Governo conta atualmente com o apoio de 162 deputados, do Syriza e do ANEL. 

Os líderes dos partidos da oposição Nova Democracia e To Potami já declararam ser contra a realização do ato eleitoral.