Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Combate ao terrorismo. Tunísia encerra 80 mesquitas salafitas na próxima semana

  • 333

Exterior do hotel Marhaba em Sousse, palco do atentado de sexta, 26 junho

ZOUBEIR SOUISSI / REUTERS

O primeiro-ministro da Tunísia, Habib Essid, vai reforçar a segurança nas zonas turísticas e diz que mesquitas salafitas estão a ser usadas para espalhar "veneno jihadista"

O primeiro-ministro da Tunísia, Habib Essid, anunciou este sábado que durante a próxima semana vai fechar 80 mesquitas salafitas, por considerar que estes locais são usados para espalhar o "veneno" jihadista. A decisão de Habib Essid surge um dia depois do ataque terrorista na zona balnear de Sousse que provocou a morte de 38 pessoas. 

O turismo é uma das receitas da Tunísia e Essid apresentou um conjunto de medidas que incluem a presença de reservistas do Exército nas zonas turísticas e nos locais arqueológicos.

Em conferência de imprensa, o chefe do Governo da Tunísia disse que também iria sancionar todos os partidos e grupos que ajam à margem da Constituição e colaborem com a propaganda terrorista. 

Em menos de quatros meses, a Tunísia foi palco de dois atentados que transformaram os turistas em alvos a abater. Recorde-se que em março um atentado contra o Museu do Bardo, em Tunes, assassinou 22 pessoas. 

O jornal espanol "El Pais" diz que os operadores britânicos   de turismo no Reino Unido já estão a evacuar os turistas que estavam de férias na Tunísia. O número total de turistas a repatriar ronda os 2500. 

O salafismo surgiu no final do século XIX como um movimento reformista islâmico; nos primeiros tempos defendeu um caminho para o desenvolvimento com especificidades próprias para o mundo islâmico. Mais tarde, alguns grupos extremistas deturparam a ideia base do movimento.