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China disponível para ajudar a resolver crise grega

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O presidente chinês, Xi Jinping

SAUL LOEB / AFP / Getty Images

A China defendeu este sábado a continuação da Grécia na zona euro, mostrando-se disponível para "contribuir" para uma solução para a crise. Declarações são feitas dois dias antes da cimeira com a União Europeia, que decorre segunda-feira, em Bruxelas

A dois dias da cimeira entre a União Europeia e a China - a primeira desde que Jean-Claude Juncker e Donald Tusk assumiram a presidência da Comissão Europeia e do Conselho Europeu, respetivamente -, a China mostra-se confiante e acredita que o encontro, que irá decorrer na próxima segunda-feira, em Bruxelas, poderá "injetar novo dinamismo" nas relações bilaterais.  

Em conferência de imprensa em Pequim, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros chinês que tem o pelouro das relações com a União Europeia, Wang Chao, afirmou ainda que a China quer "ver a Grécia permanecer na União Europeia e na zona euro", mostrando-se disponível para "contribuir" para ajudar a resolver a crise grega. 

"Estamos confiantes e, pela nossa parte, queremos contribuir [para uma solução], juntamente com outros", afirmou, sublinhando que "é crucial para a Grécia resolver a sua crise da dívida". E acrescenta que "a China quer ver uma União Europeia forte, estável e unida".  

Este ano assinala-se o 40º aniversário das relações diplomáticas entre a China e a União Europeia, durante os quais houve uma intenção de estreitar e amadurecer os laços bilaterais, especialmente através de uma Parceria Estratégica.  

A União Europeia foi, no ano passado, o maior parceiro comercial da China, com um volume médio de transações a ultrapassar os 1000 milhões de euros por dia.  

A agenda da cimeira deverá incluir temas como a expansão do investimento nos transportes e infraestruturas, explorando sinergias entre as duas partes.