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BCE marca reunião de emergência para discutir Grécia

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JOHN THYS / AFP / Getty Image

Os governadores do Banco Central Europeu (BCE) marcaram uma reunião de emergência para discutir a situação grega. Situação é cada vez mais complicada para Governo grego, mas Alexis Tsipras garantiu a Merkel e Hollande que Grécia terá "oxigénio" na segunda-feira 

O Banco Central Europeu (BCE), um dos credores oficiais da Grécia e atual garante da liquidez dos bancos gregos (através da sua linha de emergência de liquidez, ELA), anunciou que irá reunir-se brevemente para discutir a situação na Grécia.

Ao que o Expresso apurou, esta reunião deverá realizar-se ainda este fim-de-semana, antes da abertura dos bancos gregos na segunda-feira.

Segundo fonte do BCE ouvida pelo Expresso, a situação no Eurogrupo deste sábado, em que 18 países da zona euro optaram por terminar o programa atual de ajuda financeira à Grécia, não implica necessariamente o fim da linha de 89 mil milhões de euros de liquidez disponível fornecida pelo BCE aos bancos gregos: "Não há uma relação direta entre a extensão do programa e a ELA", disse a mesma fonte.

Fontes europeias revelaram ainda ao Expresso um dos argumentos usados por alguns ministros da zona euro na reunião para que não fosse aceite uma extensão do programa grego durante mais algumas semanas, como pediu Yanis Varoufakis. Segundo os responsáveis das Finanças de alguns países, cujos parlamentos têm de aprovar ajudas financeiras externas (como o finlandês e o alemão), esta extensão até ao referendo do dia 5 não seria aprovada pelos hemiciclos, pois seria impossível de justificar aos eleitorados dos respetivos países.

O Expresso conseguiu apurar também junto de fontes gregas que o primeiro-ministro Alexis Tsipras telefonou entretanto à chanceler alemã Angela Merkel e ao Presidente francês François Hollande. Nesse telefonema, ter-lhes-á garantido que a Grécia terá "oxigénio" na próxima semana. 

Essa conversa não decorreu num tom amigável, adianta o jornal britânico "Guardian". O primeiro-ministro grego rejeitou a acusação da chanceler alemã, que declarava que o referendo levará a uma escolha entre o euro ou o dracma. Alexis Tsipras contrariou Merkel, garantindo que isso não é verdade: "[A Grécia] é o berço da democracia. Somos um país soberano e não aceitaremos que nos digam qual a questão que iremos colocar neste referendo", afirmou, sublinhando que o referendo irá realizar-se independentemente da decisão do eurogrupo.

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