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Secretas europeias em alerta máximo com vaga de atentados e aniversário do Estado Islâmico

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Forças especiais franceses escoltam um mulher na zona residencial de Saint-Priest, perto de Lyon, onde ocorreu um ataque terrorista esta sexta-feira - o corpo de um homem foi encontrado decapitado, houve dois feridos e o presumível autor do atentado, que disse pertencer ao Estado Islâmico, já foi detido

EMMANUEL FOUDROT / Reuters

Expresso sabe que as autoridades há muito previam que pudessem vir a acontecer atentados terroristas em datas próximas de 29 de junho

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

Os três ataques verificados esta sexta-feira em França, Kuwait e Tunísia deixaram os agentes secretos em alerta máximo, sabe o Expresso, ainda para mais tendo em conta que o primeiro aniversário do autodenominado Estado Islâmico (Daesh), califado estabelecido na Síria e no Iraque, assinala-se esta segunda-feira, 29 de junho.

Teme-se que esse dia seja marcado por outros ataques semelhantes aos ocorridos esta sexta-feira. O Expresso sabe que as autoridades há muito previam que pudessem vir a acontecer atentados terroristas em datas próximas de 29 de junho. Pelos vistos o Daesh antecipou-se, levando a cabo vários ataques esta sexta que mataram mais de 50 pessoas entre três continentes e que fizeram mais de 250 feridos.

Algumas fontes contactadas pelo Expresso revelam que em Portugal o nível de alerta não deverá ser alterado, ao contrário do que poderá acontecer noutros países da Europa. Portugal não está no topo das prioridades dos jiadistas, que têm preferido outros países europeus como alvo dos seus ataques. 

ataque desta sexta-feira de manhã em Lyon, por exemplo, é o segundo no território francês em seis meses. Também este ano, a Dinamarca foi atingida pela máquina terrorista do Daesh.

Existem entre 15 a 20 jiadistas portugueses e lusodescendentes a lutar pelo exército terrorista. E pelo menos quatro destes extremistas terão morrido em combate nos últimos meses na Síria e no Iraque. O número do contingente português é ainda assim bastante baixo, se compararmos com o número de combatentes estrangeiros oriundos de por exemplo França, Grã-Bretanha, Alemanha ou mesmo Espanha. 

É muito improvável que estes terroristas, alguns com mandado de captura internacional, decidam regressar ao seu país de origem para cometerem atentados semelhantes aos que se têm repetido um pouco por todo o mundo.

Dos três ataques desta sexta–feira, dois deles já foram foram reivindicados pelo Daesh. Só o da Tunísia ficou de fora, por enquanto, embora se admita que possa também vir a juntar-se à lista dos atentados perpetrados pela organização terrorista liderada por Abubak Al Bagdadi

Ainda esta semana foi divulgado um áudio onde Abu Mohammed Al-Adnani, o porta-voz das mensagens do líder do Daesh, pedia aos mujahedins para se apressarem a fazer do Ramadão, que decorre, o mês de desastres para os infiéis.