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Conselho de Europa. Líderes concluem cimeira ainda sem acordo sobre a Grécia

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Donald Tusk, presidente do Conselho Europeu, Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia, e Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu, durante a reunião de quinta-feira em Bruxelas do Conselho Europeu

YVES HERMAN /Reuters

Embora as negociações sobre o programa de assistência à Grécia não constem da agenda oficial de trabalhos - centrada no acolhimento de refugiados e no aprofundamento da união económica e monetária -, todas as atenções estão focadas na crise grega 

Os chefes de Estado e de Governo da União Europeia reúnem-se esta sexta-feira em Bruxelas no segundo e último dia de uma cimeira ensombrada pelo impasse em torno da Grécia, a poucos dias da data limite para um acordo.

Embora as negociações sobre o programa de assistência à Grécia não constem da agenda oficial de trabalhos do Conselho Europeu - centrada na questão do acolhimento de refugiados e no aprofundamento da união económica e monetária -, todas as atenções estão focadas no "braço de ferro" entre o governo grego e os credores, que, apesar de sucessivas reuniões, não conseguiram ainda alcançar um compromisso que afaste o cenário de incumprimento grego e da saída da Grécia da zona euro, a chamada "Grexit".

Ao longo desta semana já se realizaram três reuniões dos ministros das Finanças da zona euro e uma cimeira de líderes do Eurogrupo, todas elas inconclusivas, e não será certamente neste segundo dia do Conselho Europeu que será encontrada uma solução, agora adiada para o fim-de-semana.

Além de prosseguirem ainda as discussões técnicas entre as autoridades gregas e as instituições, os chefes de Estado e de Governo decidiram deixar a cargo dos ministros das Finanças uma decisão quando as conversações terminarem, tendo vários líderes afirmado, já na madrugada desta sexta-feira, após o primeiro dia de trabalhos, que será a nova reunião do Eurogrupo prevista para sábado que será "crucial".

O encontro de ministros das Finanças deste sábado é considerado a derradeira oportunidade para um acordo, pois na terça-feira expira o atual programa de assistência à Grécia e essa é também a data em que Atenas deve imperiosamente pagar 1,6 mil milhões de euros ao Fundo Monetário Internacional.