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Internacional

Ataque do Estado Islâmico na Síria mata 145 civis, incluindo crianças

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Sírios choram a morte dos seus familiares, vítimas do ataque do autoproclamado Estado Islâmico à cidade de Kobani

MURAD SEZER / REUTERS

O massacre foi perpetrado em Kobani, junto à fronteira turca, onde os jiadistas entraram disfarçados esta quinta-feira

Jiadistas do autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) mataram esta sexta-feira pelo menos 145 civis em Kobani, cidade síria na fronteira com a Turquia. Este foi o segundo pior massacre do país levado a cabo pelo Daesh, segundo Rami Abdulrahman do Observatório Sírio dos Direitos Humanos. O primeiro ocorreu no ano passado, quando o grupo extremista executou 700 sírios. 

Os militantes do Daesh entraram na cidade esta quinta-feira pela fronteira turca, disfarçados de membros do Exército Livre da Síria. Desde então têm estado em violentos confrontos com os curdos da Unidade de Proteção Popular - grupo rebelde sírio. O objetivo do Daesh é reconquistar o controlo sobre a cidade. 

O ataque aos civis utilizou pelo menos três carros bomba. Entre as 145 vítimas encontram-se idosos, mulheres e crianças, declarou Abdulrahman à agência Reuters. 

Ao mesmo tempo que os jiadistas realizavam o massacre em Kobani, um outro conjunto de combatentes do Daesh atacava uma cidade cerca de 300 quilómetros a este - Hasaka -, onde se registaram violentos confrontos com as forças do governo sírio. 

Os militantes que combatem o Daesh na Síria têm tido dificuldades em defender as cidades porque as zonas são densamente povoadas.