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Uma igreja, um assassino, nove funerais. Começam os serviços fúnebres em Charleston

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Filha do Reverendo Pinckney, ao lado da mãe, abraça um amigo de família, em luto. Reverendo Pinckney foi uma das nove vítimas mortais do massacre da Igreja de Charleston, no último dia 17 de junho. O seu corpo encontra-se no Capitólio do estado, em Colúmbia

BRIAN SNYDER / REUTERS

Oito dias depois, as primeiras vítimas do massacre de Charleston começam a ser sepultadas. A polícia está em estado de alerta para controlar distúrbios, manifestações e protestos raciais

Vão realizar-se os primeiros funerais das vítimas do massacre na igreja de Charleston, no estado norte-americano da Carolina do Sul. Durante a missa noturna do dia 17 de junho, o jovem Dylann Roof matou a tiro nove afroamericanos, incluindo o padre. 

A missa fúnebre da primeira das nove vítimas, Ethel Lee Lance, terá lugar esta quinta-feira pelas 11h (16h em Lisboa), na igreja Batista Missionária Real, em North Charleston, a cerca de 15 km de distância da igreja atacada. Lee Lance, tinha 70 anos, 30 dos quais passados a trabalhar na paróquia. Deixou cinco filhos.

A segunda será em honra de Sharonda Coleman-Singleton, terapeuta da fala, de 45 anos de idade. A antiga treinadora de atletismo no ensino secundário era mãe de três. A missa, marcada para as 14h (19h em Lisboa), será celebrada a cerca de 20 km de distância do local do massacre, na igreja Batista Missionária Moriá, em North Charleston.

Barack Obama e Joe Biden eram amigos do padre de Charleston
Os funerais das outras sete vítimas realizam-se nos próximos dias. O serviço fúnebre do Reverendo Clementa Pinckney, 41 anos, terá lugar esta sexta-feira e contará com um discurso do Presidente norte-americano, Barack Obama. O vice-presidente, Joe Biden, também estará presente. Eram ambos amigos de Pinckney.

Para evitar confusões e respeitar as vítimas, o Conselho Municipal de Charleston aprovou, esta semana, uma lei temporária que proíbe qualquer tipo de protestos junto aos funerais ou perto dos locais onde se realizam os velórios. A decisão foi tomada depois da polícia ter sido informada de que um grupo pretendia organizar uma manifestação, numa altura em que os Estados Unidos se debatem com questões raciais. 

O autor do massacre, Dylann Roof, de 21 anos, arrisca-se a ser condenado à morte.