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Palestina apresenta provas de “crimes de guerra” contra Israel

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FOTO Ammar Awad / Reuters

A ONU apelou a Israel para facilitar o acesso palestiniano à esplanada das Mesquitas durante o Ramadão, um dia antes da Palestina apresentar provas de "crimes de guerra" contra Israel

Em pleno Ramadão, o secretário-geral das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, instou na quarta-feira Israel a facilitar o acesso de palestinianos à esplanada das Mesquitas, um dos lugares mais sagrados para os muçulmanos.

O apelo do responsável da ONU surge depois de o país ter eliminado algumas restrições à circulação de pessoas na região, que foram depois anuladas devido a disparos de rockets em Gaza. Entretanto, o governo israelita anunciou que dará luz verde a cerca de 800 cidadãos de Gaza para poderem orar em Jerusálem durante cada fim de semana do Ramadão, refere a AFP.

A Autoridade Palestiniana acusa Israel de violar a lei internacional e já anunciou que vai apresentar esta quinta-feira ao Tribunal Penal Internacional provas de "crimes de guerra" contra Israel. Os alegados crimes dizem respeito ao período compreendido entre 13 de junho de 2014 e 31 de maio de 2015.

"Os documentos mostram que Israel é culpado de uma série de crimes que estão inter-relacionados em todo o Estado palestiniano", afirmou em comunicado a Organização para a Libertação da Palestina.

Uma investigação da ONU que acusa Israel e o Hamas de serem responsáveis por crimes de guerra em Gaza pode constituir parte da prova, segundo o "Telegraph".

Prevê-se que uma delegação de membros do Tribunal Penal Internacional chegue no próximo sábado a Israel para prosseguir com uma investigação preliminar, adianta o jornal "Haaretz"  

Roberto Valent, responsável da agência da ONU na região, lamentou esta quinta-feira que a reconstrução de Gaza esteja a decorrer a "passo de caracol", prevendo que só esteja concluída daqui a 30 anos.  

Recorde-se que os governos de Israel e do Egito têm restringido  o acesso a Gaza desde que os militantes do movimento radical islâmico Hamas assumiram o controlo do território há oito anos.