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Manifestantes da Greenpeace sobem ao telhado do Parlamento neozelandês

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"Reduzir a poluição. Criar empregos? Nim". Foi esta a mensagem que quatro manifestantes da Greenpeace, que subiram ao topo do Parlamento do país, deixaram esta quinta-feira

Insatisfeitos com a incapacidade do Governo em atuar com eficácia na área das energias renováveis e mudanças climáticas, quatro manifestantes da organização Greenpeace mostraram hoje o seu desagrado. Até aqui tudo normal. A questão foi a forma que encontraram para o fazer: colocando um cinto e umas cordas de escalada, decidiram subir ao telhado do Parlamento neozelandês, com painéis solares, e colocando a seguinte faixa: "Reduzir a poluição. Criar empregos? Nim ['Yeah, Nah', no original, uma expressão australiana e neo-zelandesa com um significado próximo do 'nim']", acompanhada de uma foto do primeiro-ministro do país, John Key.

Terá sido a melhor forma de protesto? Não, pelo menos na opinião do diretor geral dos serviços parlamentares David Stevenson, como declarou à Associated Press: “Entrar num edifício à força ou subir para cima do telhado do mesmo é totalmente inapropriado, quaisquer que sejam as motivações dos envolvidos”. Acrescentou ainda que o Parlamento está "a levar este incidente muito a sério" e que irá "procurar encontrar lições" a retirar o acontecimento. A primeira parece já ter sido retirada: devido a esta falha de segurança, Stevenson mandou fazer uma revisão completa a todos os procedimentos.

A questão que agora se impõe é quando irão os manifestantes descer do edifício. Segundo as autoridades, isso acontecerá quando os própsios quiserem. Isto porque terão de o fazer pelo próprio pé. Na prática, e de acordo com um dos ativistas, John Smith, os manifestantes só irão descer do edifício ao final da tarde, quando a sua mensagem for retirada ou então se ficar demasiado frio. John Smith realça a mensagem que pretende passar: “Precisamos de tomar medidas claras no sector da energia” e acrescenta que “a nossa sociedade é baseada em torno de combustíveis fósseis”.

Na verdade, esta não foi a primeira vez que uma situação semelhante aconteceu. Em 2014, activistas da Greenpeace, interromperam a inauguração oficial do salão internacional automóvel de São Paulo, subindo ao topo do Anhembi (um dos maiores centros de exposições da América Latina), exigindo investimentos em carros mais eficientes no consumo de combustível e na emissão de gases.

A ONG Greenpeace foi fundada em 1971, em Vancouver, no Canadá, por um grupo de ativistas que procuravam um mundo com maior respeito pelo ambiente. Atualmente sediada em Amesterdão, tem mais de 2,8 milhões de associados em todo o mundo e mais de 40 delegações espalhadas pela Europa, Ásia e América.