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Internacional

Embaixada dos Estados Unidos expulsa estudantes em Bujumbura

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Universitários entram por baixo e por cima dos portões da embaixada dos EUA em Bujumbura

Paulo Nunes dos Santos

Cerca de 300 alunos da Universidade de Bujumbura que tinham forçado a entrada na embaixada dos Estados Unidos na capital do Burundi foram expulsos das instalações. Norte-americanos alegam não ter capacidade para alojar tanta gente

Os responsáveis pela embaixada dos Estados Unidos na capital do Burundi expulsaram os perto de 300 estudantes universitários que tinham forçado a entrada nas instalações daquela embaixada em Bujumbura ao princípio da tarde desta quinta-feira. Alegando não terem espaço para acolher tantas pessoas, levaram os estudantes a abandonarem o recinto ao princípio da noite. 

Os jovens encontravam-se antes acampados à porta das instalações diplomáticas desde o início de maio quando uma carga das forças de segurança do Burundi se abateu sobre eles. 

Quando a polícia avançou, cerca das 12h20 em Portugal (13h20 locais), os universitários burundenses treparam pelos muros e forçaram a entrada nas instalações, ficando lá dentro de braços no ar gritando para que os snipers norte-americanos não disparassem sobre eles. Em breves minutos, enquanto soavam os alarmes de aviso das instalações seladas da embaixada, os estudantes ficaram nos jardins do edifício. 

Parte dos 500 alunos universitários que acampavam frente à embaixada dos EUA desde final de maio já tinha fugido para a Tanzânia e para o Ruanda. Foi na altura em que foi instituída a restrição de movimento a estudantes universitários na cidade sem registo junto das autoridades, sob alegação de incitarem à desordem pública. 

Elementos dos cerca de 300 universitários que permaneceram no acampamento improvisado disseram ao Expresso que preferiam morrer à frente da embaixada do que acabarem alvejadoss no campus universitário, o local para onde as autoridades pretendiam deslocá-los. 

Após a passagem das forças de segurança do Burundi as tendas do acampamento improvisado dos estudantes ficaram destruídas e a polícia levou tudo o que lhes pertencia, deixando-os a partir de agora apenas com a roupa que trazem vestida.