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Venezuelanos vão às urnas a 6 de dezembro

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A presidente do Conselho Eleitoral da Venezuela, Tibisay Lucena, anunciou eleições no país a 6 de dezembro

Reuters

Depois de um polémico atraso na marcação das eleições, os venezuelanos escolhem os seus deputados no mesmo dia em que Hugo Chávez foi eleito, há 17 anos

A presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) anunciou, na segunda-feira, que as eleições para eleger os deputados do Parlamento venezuelano se realizam a 6 de dezembro, pondo um ponto final nos rumores que davam conta de que poderia não haver eleições este ano, quando é provável que os resultados venham a penalizar os socialistas no poder.

A data escolhida chama a atenção pela coincidência de que 17 anos antes, a 6 de dezembro de 1998, Hugo Chávez era eleito Presidente com 56% dos votos. 

"Em momento algum este poder eleitoral (CNE) deu sinal de que não haveria um processo eleitoral este ano", explicou a presidente do CNE, Tibisay Lucena, que lamentou que a instituição tenha sido vítima de "ataques" e campanhas para desprestigiá-la, dentro e fora da Venezuela.

Segundo uma sondagem recente da Datanálisis, só seis em cada dez venezuelanos confiam no CNE, escreve "El País".

76% dos venezuelanos vão votar
A oposição venezuelana, por seu lado, exigia que a data das eleições fosse tornada pública o quanto antes e que estas fossem sujeitas a observação internacional. Lucena avisou que a UNASUR será convidada a observar o sufrágio, mas não se pronunciou sobre os pedidos da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da União Europeia que manifestaram a intenção de enviar uma missão de observadores.

A última sondagem da Hinterlaces revelou que 76% dos venezuelanos tenciona participar nas eleições de dezembro e a campanha eleitoral começa oficialmente a 13 de novembro.

Depois de ser conhecida a data das legislativas, parlamentares e candidatos da oposição pediram ao líder da oposição, Leopoldo López, que termine a greve de fome que iniciou há quase um mês. 

O político está detido há 16 meses numa prisão militar nos arredores de Caracas por, nas palavras do próprio, "ter denunciado o Estado venezuelano corrupto, repressor, ineficaz e antidemocrático".