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Internacional

UE prolonga sanções económicas à Rússia

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REUTERS

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia aprovaram a extensão das sanções económicas à Rússia até janeiro do próximo ano  

Em julho do ano passado, foram aprovadas uma série de sanções contra a Rússia que foram impostas pelo prazo de um ano. Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia acordaram agora o seu prolongamento por mais seis meses. As medidas foram adotadas como resposta à anexação da Rússia do território ucraniano da Península da  Crimeia, que aconteceu em março de 2014, e ao apoio do Kremlin aos separatistas pró-russos na Ucrânia.  

Maja Kocijančič, porta-voz da UE, anunciou no Twitter a decisão dos embaixadores da EU que foi tomada a 17 de junho, no Luxemburgo.

As medidas impõem restrições à concessão de empréstimos quer a bancos estatais russos, quer a empresas petrolíferas. Bruxelas impôs também restrições ao fornecimento de armas e equipamento militar à Rússia, mas não foram impostas quaisquer medidas restritivas em relação à indústria de gás. Foi também estendida por mais um ano a proibição da realização de investimentos no território anexado da Crimeia. 

 A UE prevê nova revisão do regime de sanções contra a Rússia daqui a seis ou  sete meses, disse Paolo Gentiloni, ministro dos Negócios Estrangeiros italiano. Porque a manutenção do diálogo com a Rússia em relação à Líbia e à Síria "é crucial", acrescentou Gentiloni. 

 O objetivo da extensão das restrições à Rússia é fazer com que o governo de Putin cumpra com o acordo de cessar-fogo, assinado em Minsk,  em fevereiro passado, entre a Ucrânia e os separatistas pró-russos.  

 Por sua vez, o porta-voz do Kremlin Dmitry Peskov, já respondeu que a Rússia considera as sanções infundadas. E face às mesmas, adoptará o princípio da reciprocidade. Ou seja, a Rússia irá provavelmente  estender também as sanções colocadas aos produtos alimentares importados, como forma de retaliação. 

Embora o cessar-fogo no leste da Ucrânia esteja, em parte, a ser cumprido Kiev e os rebeldes acusam-se mutuamente de violações diárias ao mesmo.  O conflito, que voltou acentuar-se no início deste mês, já ceifou mais de 6.400 vidas.