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Jornalista da Al-Jazira detido em Berlim nega qualquer acusação

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PAUL ZINKEN

Ahmed Mansour, que foi detido este sábado num aeroporto de Berlim, diz que as acusações contra si foram "fabricadas"

Helena Bento

Jornalista

Ahmed Mansour, o jornalista da televisão Al-Jazira que foi detido este sábado num aeroporto de Berlim, diz que as acusações contra si no Egito foram "fabricadas".

Num vídeo que gravou enquanto estava detido, divulgado na Internet, Ahmed Mansour exibe o documento que "prova" que a Interpol "rejeitou" o mandato de detenção emitido pelo Egito, pelo que nenhum acusação pode recair sobre si, como refere.

Um porta-voz da polícia federal de Berlim, Meik Gauer, disse ao "The Guardian" que o jornalista vai apresentar-se a um grupo de magistrados que vão decidir se ele fica em custódia ou se é extraditado, e o que acontecerá efetivamente caso prevaleça a segunda hipótese. O encontro está marcado para a próxima segunda-feira, dia 22 de junho. Não foram ainda revelados quaisquer detalhes da acusação. 

Mostefa Souag, um dos directores da televisão Al-Jazira, veio a público pedir a libertação de Ahmed Mansour. “Os outros países não podem permitir-se ser ferramentas desta opressão dos meios de comunicação social, ainda menos aqueles que respeitam a liberdade dos media, como acontece na Alemanha”, afirmou, citado pelo "The Guardian".

Ahmed Mansour, que tem 52 anos e nacionalidade dupla (egípcia e britânica), foi condenado pelo tribunal penal do Cairo a 15 anos de prisão por ter alegadamente torturado um advogado na Praça Tahir, em 2011. A Al-Jazira sempre negou a acusação, considerando-a uma tentativa de silenciar o jornalista.