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Explosão na Síria destrói o mais importante museu de mosaicos

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Mais de 300 locais de valor incalculável para a Humanidade foram destruídos, danificados ou pilhados no decorrer da guerra na Síria, alertam as Nações Unidas

O mais conhecido museu sírio de mosaicos, na cidade de Maarat al-Numan, controlada por rebeldes, foi severamente danificado pela explosão de dois barris de explosivos lançados pela aviação do regime, anunciou este sábado uma organização não-governamental.

Em comunicado, Cheikhmous Ali, diretor da Associação para a Proteção da Arqueologia da Síria (APSA), com sede em Estrasburgo, França, afirmou que o museu, situado num antigo posto comercial otomano, na província de Idlib, "sofreu uma destruição maciça causada por dois barris de TNT (explosivo de grande potência) lançados na segunda-feira por um helicóptero das forças armadas sírias".

Vários painéis de mosaicos, expostos no pórtico leste, foram destruídos. Dois painéis retangulares com motivos geométricos foram também danificados e outros quatro, de forma circular, sofreram danos menos relevantes, sobretudo furos provocados pelos estilhaços.

Também o edifício e outros complexos adjacentes, incluindo uma mesquita histórica, sofreram danos graves. Alguns pilares foram destruídos, bem como parte dos telhados.

O diretor-geral do departamento sírio de museus e antiguidades, Maamoun Abdulkarim, lamentou o que aconteceu. Em declarações à agência francesa AFP, disse que esta é "mais uma tragédia para o património sírio", mas recusou atribuir responsáveis ao ataque.

"É preciso atribuir aos museus a sua neutralidade, e ninguém, qualquer que seja o lado que defende, tem o direito de tocar na memória do nosso país", declarou o responsável.

As ONG internacionais alertam regularmente para a utilização de barris de explosivos pelo regime de Bashar al-Assad, que nega recorrer ao uso deste tipo de armas mortíferas.

Mais de 300 locais de valor incalculável para a Humanidade foram destruídos, danificados ou pilhados no decorrer da guerra na Síria, alertaram as Nações Unidas em finais de dezembro de 2014, com base em imagens de satélite.