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Tsipras foi à Rússia explicar que a Europa já não é o “umbigo do mundo”

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"O mundo mudou", palavra de Tsipras

GRIGORY DUKOR/ REUTERS

Um dia depois de mais um impasse em Bruxelas e com a indefinição sobre a permanência helénica na zona euro, o primeiro-ministro grego deslocou-se à Rússia para falar sobre as novas forças económicas emergentes. Enquanto isso, o BCE aumentou a provisão de liquidez de urgência para a Grécia

"Na Europa, temos a ilusão de que somos o umbigo do mundo, cooperando apenas com os nossos vizinhos diretos. Mas o centro do mundo mudou de lugar, há novas forças a nível político e económico." Palavras de Tsipras em pleno clima de incerteza relativamente ao futuro da Grécia e à respetiva permanência na zona euro - e pronunciadas na Rússia, onde está para participar no Fórum Económico de São Petersburgo.

"O mundo mudou depois da crise de 2008", diz o líder do executivo grego. Que faz um pedido à União Europeia: "[Deve] regressar aos seus princípios de solidariedade e justiça social".

Enquanto prosseguem as negociações com os credores europeus, com o possível incumprimento da Grécia cada vez mais definido no horizonte, o conselho de governadores do Banco Central Europeu aumentou a provisão de liquidez de urgência para o país, mas sem especificar em que montante.

O anúncio foi feito esta sexta-feira por uma fonte bancária citada pela agência AFP, e decorre do aumento da fuga de capitais da Grécia nos últimos dias. Mais de 1000 milhões de euros terão saído dos bancos gregos esta quinta-feira, segundo cálculos bancários citados pelos media, que asseguraram que a situação está "controlada".       

A menos de duas semanas de expirar o programa de resgate ao país e da data limite para a Grécia pagar 1,6 mil milhões de euros ao Fundo Monetário Internacional, ambos a 30 de junho, reuniões técnicas deverão acontecer este fim de semana para preparar o Eurogrupo e a cimeira extraordinária da zona euro, com chefes de Estado e de governo, ambos na segunda-feira.

Todos os cenários estão a ser admitidos como possíveis. O próprio presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, disse esta quinta-feira, após a reunião dos ministros das Finanças, que estão "preparados para eventualidades", o que inclui a eventual saída da Grécia do euro - o já famoso Grexit.