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Tem 21 anos e a América suspeita que matou nove pessoas. A polícia já o apanhou

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Imagens filmadas por câmaras de segurança

FOTO REUTERS

Crime aconteceu quarta-feira numa igreja. Autoridades acreditam que se tratou de um crime de ódio

Tem 21 anos, é alto, magro, com cabelo claro e corte à tigela. É esta a imagem do homem branco que terá invadido quarta-feira à noite a Igreja Emanuel Metodista Episcopal Africana em Charleston, na Carolina do Sul, disparando mortalmente contra nove pessoas. O suspeito chama-se Dylann Roof e foi detido esta quinta-feira de tarde pelas autoridades na cidade de Shelby, a cerca de 321 quilómetros do local do crime.

No início da manhã, a polícia de Charleston já tinha divulgado as imagens deste jovem, em fuga logo após o ataque e que esteve a monte por várias horas.  De acordo com Greg Mullen, chefe da polícia local, tratou-se de um crime de ódio, garantindo que o caso está a ser investigado em conjunto com o FBI. 

"É claramente uma tragédia para Charleston. É uma situação inaceitável em qualquer sociedade, especialmente na nossa cidade. Estamos a fazer todos os possíveis para investigar o caso", declarou o responsável numa conferência de imprensa esta quinta-feira de manhã, citado pelo "New York Times."

De acordo com o chefe da polícia, o atirador assistiu durante uma hora à cerimónia religiosa que decorria no local, tendo depois começado a disparar contra alguns dos presentes.

Testemunhas relatam que o atirador explicou que estava ali para "matar cidadãos negros". Entretanto, a CNN refere que o perfil do Facebook de Dylann Roof tem uma fotografia em que o jovem surge vestido com um casaco com as bandeiras de dois antigos regimes supremacistas brancos na África do Sul e na antiga Rodésia.

Fundada em 1891 por um escravo, a igreja Emanuel Metodista Episcopal Africana é uma das mais antigas congregações negras do sul dos EUA, com um forte significado histórico. O ataque na quarta-feira à noite causou a morte a seis mulheres e a três homens - incluindo o pastor Clementa Pinckney - que estavam a orar e a ler a Bíblia.