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Hong Kong começa a debater proposta de reforma eleitoral

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Albert Chan, um dos parlamentares da oposição, empunha um cartaz cexigindo a eleição democrática do próximo chefe do executivo de Hong Kong

JEROME FAVRE/ EPA

Pequim propôs que o próximo líder do território seja eleito por votação direta em 2017, mas com uma lista de candidatos pré-determinada, o que tem sido fortemente contestado. Medida precisa da aprovação de dois terços dos 70 parlamentares.

Em Hong Kong, o Parlamento começou esta quarta-feira a debater a polémica reforma eleitoral proposta por Pequim. Em causa está o muito contestado método de seleção de candidatos à chefia do governo da cidade, cuja aprovação requer os votos a favor de dois terços dos 70 deputados.

Pequim propôs que o próximo líder do território seja eleito por votação direta em 2017, mas com uma lista de candidatos pré-determinada por um comité composto por 1200 membros, o que gerou uma vaga de manifestações denunciando uma "falsa democracia".

Na segunda-feira, várias pessoas foram detidas, acusadas de estarem a preparar engenhos explosivos para serem detonados junto ao edifício do Parlamento.

Dado o clima de tensão, as medidas de segurança foram reforçadas, numa operação que envolve 7000 polícias, anunciaram as autoridades.

“Esperamos que isto passe com tranquilidade”, afirmou um porta-voz do ministro chinês do Negócios Estrangeiros, em Pequim. “Isto é benéfico para o desenvolvimento de longo prazo de Hong Kong”, acrescentou. 

O resultado da votação pode, no entanto, tardar até sexta-feira, já que o debate se deve prolongar.