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Atenas. Milhares saem à rua para exigir fim de sacrifícios

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"Fim à austeridade", "Apoiem a Grécia", "Mudar a Europa" são algumas das frases de ordem entre os sete mil manifestantes que acorreram à Praça Sintagma para expressar o apoio ao Governo nas negociações com os credores do país.

Milhares de pessoas estão reunidas na Praça Sintagma, em Atenas, para exigir "o fim dos sacrifícios" e expressar o seu apoio ao Governo grego nas negociações com os credores do país.

Com a canção "Bella Ciao" a ouvir-se na praça e os manifestantes a exibirem cartazes em inglês, em que se pode ler "Fim à austeridade", "Apoiem a Grécia", "Mudar a Europa", "Democracia sim, chantagem não", os cerca de sete mil manifestantes, segundo os cálculos da polícia, mantinham-se reunidos de forma calma, em resposta a um apelo que surgiu nas redes sociais.

Vários membros do Governo de Alexis Tsipras deslocaram-se ao local, bem como a presidente do parlamento, Zoé.

Konstantopoulou, cujas posições lhe têm valido uma popularidade elevada, como a promoção de uma comissão de investigação à legalidade da dívida, que pode sugerir o não-pagamento aos credores, e de outra sobre as indemnizações que a Alemanha deveria pagar à Grécia pela destruição e abusos feitos durante a II Guerra Mundial, que já concluiu que Berlim deveria pagar a Atenas cerca de 300 mil milhões de euros.

O ministro do Interior, Nikos Voutsis, saudou "a ajuda" que os manifestantes procuram dar ao governo para este conseguir um acordo "em favor do povo".

Entre os manifestantes, Stelios Vitzileos, um reformado da construção civil, com 82 anos, deplorava que os credores "cortam, cortam, cortam", acrescentando: "Nós não podemos viver, nós amamos a Europa, mas infelizmente a maneira como nos empurram é como se nos estivessem a dizer para sair".

Niki Illiaveri, uma mulher de 56 anos com um cartaz em que se insurgia contra "a chantagem" dos credores, disse que apoiava o Governo para que este "defenda a dignidade do povo".