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Internacional

Tribunal egípcio confirma condenação à morte do ex-Presidente Morsi

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A sentença, ditada há um mês, diz respeito a um caso de  fuga de 700 prisioneiros da prisão em 2011. O antigo presidente foi condenado à morte com outros 106 prisioneiros. 

Um tribunal egípcio confirmou, esta terça-feira, a pena de morte contra Mohammed Morsi, emitida há um mês. A sentença fica, agora, nas mãos do grande mufti Shawqi Allam, a autoridade religiosa mais importante do Egipto. É dele a decisão final aplicação de sentenças de morte no país, incluindo a do ex-Presidente.

Segundo a agência Reuters, além do antigo chefe de Estado, foi condenado à morte o dirigente da Irmandade Muçulmana Mohammed Badie, por “encorajar membros a protestar e a confrontar o Estado” e “espalhar o caos, após o dispersar de manifestações” em 2013. O xeque Youssef al-Qaradawi, um veterano clérigo islâmico, também foi condenado à pena capital pelo seu envolvimento num caso de fuga da prisão. Estas sentenças são, contudo, suscetíveis de recurso.

O antigo presidente Morsi foi condenado, com os outros 106 arguidos, por participação no rapto e assassínio de polícias, ataques a esquadras e revolta contra o então Presidente Hosni Mubarak. É uma medida extrema que tem sido altamente criticada pelos Estados Unidos da América e por outros países ocidentais.

Mohammed Morsi foi o primeiro Presidente democraticamente eleito no Egito, em 2011, tendo sido deposto pelo exército em 2013. O réu acusa o tribunal e o processo de não serem legítimos e de fazerem parte de uma conspiração para o condenar, liderada pelo antigo chefe do exército e atual Presidente Abdel Fattah al-Sisi.

Sisi diz que a Irmandade Muçulmana (o partido de Morsi, agora proibido) representa uma grave ameaça para o Governo e o país. Mas a Irmandade garante ser pacifista e procurar o bem-estar da comunidade islâmica egípcia. Após a revolta de 2013 temia-se que as relações entre o Ocidente e o Egipto se deteriorassem, mas os esforços bilaterais têm consolidado laços, fazendo do Egipto um dos maiores aliados dos americanos na região agitada do Médio Oriente. Muitos criticam os países ocidentais por não fazerem mais por Morsi.