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Internacional

Tolerância zero para protestos pró-democráticos em Hong Kong

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Manifestantes pró-democracia levaram a cabo no domingo uma marcha contra esta proposta da reforma do sistema eleitoral

Tyrone Siu/Reuters

Na semana em que é debatida e votada a reforma do sistema de eleitoral, que suscitou grandes manifestações no ano passado, as autoridades reforçam as medidas de segurança e anunciam a detenção de 10 pessoas por alegada conspiração para elaborar engenhos explosivos

“A sociedade de Hong Kong não deve tolerar quaisquer atividades ilegais, sejam estas violentas ou não-violentas”, afirmou esta terça-feira o chefe do executivo de Hong Kong, Leung Chu-Ying, em declarações televisivas. Falou um dia antes do início do debate sobre o projeto de reforma eleitoral no Conselho Legislativo, onde irá ser submetido posteriormente a votação, o que deverá ocorrer até ao final da semana.

As autoridades reforçaram as medidas de segurança, procurando evitar uma repetição das grandes manifestações que decorreram no território, no ano passado, contra o projeto de lei. Em causa está a forma de eleição do chefe do Executivo da Região Administrativa Especial chinesa. Os manifestantes exigem sufrágio universal, mas Pequim quer que ele seja limitado a candidatos aprovados pelo Governo chinês.

A polícia anunciou ter detido 10 pessoas por alegada conspiração para elaboração de engenhos explosivos, indicando que alguns integravam um grupo radical. Caso sejam condenados pela acusação de conspiração para o fabrico de explosivos, transversal a todos os detidos, arriscam uma pena máxima de 20 anos de prisão.

Dois dos suspeitos estariam a planear, segundo a polícia, detonar um engenho explosivo no passado domingo. O tipo de bomba encontrado consistia num explosivo de “forte potência” que já foi utilizado em diferentes atentados, como o de julho de 2005 no metro e num autocarro de Londres, o qual vitimou 52 pessoas e feriu mais de 700.

“Esperamos que isto passe com tranquilidade”, afirmou um porta-voz do ministro chinês do Negócios Estrangeiros, em Pequim. “Isto é benéfico para o desenvolvimento de longo prazo de Hong Kong”, acrescentou. Pequim propôs que o próximo líder do território seja eleito por votação direta em 2017, mas com uma lista de candidatos pré-determinada por um comité composto por 1200 membros, gerando a vaga de manifestações contra essa “triagem” dos candidatos.