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Ministros do ioga, recordes do Guiness e alguma celeuma: Modi não facilita

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Muitos milhares de indianos estão a participar nas sessões de preparação para o Dia do Ioga

ABHISHEK CHINNAPPA/REUTERS

Primeiro-ministro indiano tem planos ambiciosos para o dia internacional do ioga. Mas a iniciativa está a criar alguns problemas entres hindus e muçulmanos

Após ter conseguido no ano passado que as Nações Unidas aprovassem a instauração do dia internacional do ioga, o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, pretende que a data seja assinalada no próximo domingo com uma sessão de 35 minutos que reúna pelo menos 35 mil praticantes em Nova Deli. O objetivo é entrar no Guinness Book of World Records.

O empenho do primeiro-ministro, ele próprio um enorme entusiasta do ioga, foi ao ponto de prometer divulgar diversas posturas de ioga através das redes sociais, ao mesmo tempo que estão a ser promovidas sessões diárias para que os indianos exercitem a sua flexibilidade antes do grande dia.

O evento está a ser preparado com grande pompa pelo seu ministro do ioga. Para maximizar ainda mais o número de praticantes ao longo do país, as escolas vão estar abertas no domingo de modo a que os estudantes possam aí participar.

O anúncio da prática nos estabelecimentos de ensino nacionais foi a gota de água que fez surgir diversas críticas por parte de ativistas muçulmanos indianos, que disseram que os estudantes indianos não podem ser obrigados a participar em algo ligado à religião hindu e que inclui rituais como o da “saudação ao sol”, que consideram violar os princípios monoteístas do Islão.

Entretanto, os organizadores já vieram esclarecer que a participação é a título opcional e que a sessão de ioga não irá incluir a “saudação ao sol”.

Apesar disso, o dia internacional do ioga promete continuar a criar tensão entre os radicais de ambos os lados.