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“A possibilidade do Grexit foi discutida à margem da cimeira europeia da semana passada”

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Alexis Tsipras com Juha Sipila. Os dois primeiros-ministros cruzaram-se na cimeira europeia da semana passada

FRANCOIS LENOIR / REUTERS

Recém-eleito primeiro-ministro finlandês declarou aos jornalistas que “muitos países estão mentalmente preparados” para a saída da Grécia do euro. De Atenas surgem rumores de que os credores oficiais não tinham sequer  mandato para chegar a acordo na última reunião

Cátia Bruno

Cátia Bruno

Jornalista

O primeiro-ministro finlandês, Juha Sipila, disse esta terça-feira que só "um milagre" pode garantir que a situação grega seja resolvida na próxima semana, embora seja esse o objetivo "de todos".

Segundo a agência Reuters, Sipila acrescentou ainda que alguns países estão a preparar-se para a possibilidade de a Grécia entrar em default: "A possibilidade de uma insolvência foi discutida à margem da cimeira europeia da semana passada... Muitos países estão mentalmente preparados para isso". 

Já Pierre Moscovici, comissário europeu para os Assuntos Económicos, reforçou esta terça-feira que uma saída da Grécia da zona euro traria consequências para toda a União Europeia: "Qualquer país que saia do euro, ou que sofra dentro do enquadramento da zona euro, é um problema para o projeto europeu e para o projeto do euro", declarou o comissário a partir de Bruxelas. "É por isso que temos de evitá-lo."

Do lado grego, fontes próximas do encontro que decorreu no passado domingo (e que terminaram ao fim de apenas 45 minutos) acusam os credores oficiais de terem abandonado a mesa de negociações e afirmam que o lado oposto não tinha sequer um mandato para negociar um acordo. Os gregos reforçam que estão disponíveis para novos encontros com uma equipa que possa chegar a um entendimento.

  • Os mercados acionistas mundiais estiveram hoje pressionados. Os receios de não chegar a haver um acordo entre a Grécia e os seus credores elevou o nível de ansiedade dos investidores ao máximo. E esta semana pode haver indicações da sobre mexidas de taxas de juro nos EUA o que aumenta a pressão.