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Tsipras acusa credores de “pilharem” a Grécia

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JULIEN WARNAND / EPA

Primeiro-ministro helénico diz que impasse não se trata de “uma questão de teimosia ideológica” e que a insistência em mais austeridade só pode “ter motivações politicas”

Cinco anos a “pilhar a Grécia”. O acusador é Tsipras, os acusados são os credores europeus. A declaração surge 24 horas depois de as negociações entre ambas as partes falharam mais uma vez. Esta segunda-feira, o primeiro-ministro grego, em comunicado, fez saber que se mantém resistente e que não quer mais austeridade.

“Só podemos suspeitar que há motivações políticas por trás do facto de insistirem em mais cortes nas pensões, apesar de cinco anos de pilhagem”, disse Tsipras, em comunicado, citado pelo “Financial Times”.

O líder do governo de Atenas recusa aceitar que este impasse seja “uma questão de teimosia ideológica”. “Estamos a tratar da dignidade das nossas pessoas bem como das aspirações de todos os europeus. Não podemos ignorar esta responsabilidade. Esta não é uma questão de teimosia ideológica - tem que ver com democracia”, sustenta Alexis Tsipras.

Para o primeiro-ministro grego está agora nas mãos de Bruxelas propor um novo plano de resgate para salvar os gregos da bancarrota: “Estamos à espera do convite das instituições e responderemos, a qualquer hora, para retomar as negociações”.

Se Alexis Tsipras garante que é Bruxelas quem tem a faca e o queijo na mão, já do Banco Central Europeu (BCE) a conversa é totalmente oposta.  “Enquanto todos os atores precisam agora de correr uma milha extra, a bola está no campo do governo grego para dar os próximos passos”, afirmou Mario Draghi, presidente do BCE.

No último domingo, as negociações falharam mais uma vez. O fantasma do Grexit mantém-se.