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Bashir, presidente em fuga

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O Presidente sudanês, Omar al-Bashid, é acusado de crimes de guerra, crimes contra a Humanidade e genocídio

SIPHIWE SIBEKO / REUTERS

Presidente do Sudão foi a uma cimeira na África do Sul, mas as acusações pendentes sobre si do Tribunal Penal Internacional poderiam levar a justiça do país a detê-lo. Resultado? Bashir fugiu

Cátia Bruno

Cátia Bruno

Jornalista

O Presidente do Sudão, Omar al-Bashir, é procurado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), pelas acusações de crimes de guerra e crimes contra a Humanidade, devido ao seu envolvimento no conflito do Darfur. Como tal, a sua chegada a Joanesburgo para participar numa cimeira da União Africana esta semana colocava a possibilidade de ser detido, já que a África do Sul é um dos países membros do TPI.

No entanto, tal não chegou a acontecer. Muito embora o Supremo Tribunal de Pretória fosse pronunciar-se sobre o caso - o que significava que, até lá, Bashir estava impedido de sair do país -, a verdade é que o Presidente apanhou mesmo um avião, abandonou o país e regressou ao Sudão esta segunda-feira, como confirmou o ministro da Informação sudanês à agência Reuters.

Segundo a correspondente da BBC em Pretória, Nomsa Maseko, é "pouco provável" que a África do Sul seja sancionada pela fuga de Bashir, já que não é a primeira vez que um país africano "não colabora com o TPI". Para Maseko, "Bashir parece ter abandonado a África do Sul com o apoio da União Africana". 

Omar a-Bashir é acusado pelo TPI de genocídio, crimes contra a Humanidade e crimes de guerra durante o conflito no Sudão, que teve início em 2003 e que provocou a morte a mais de 300 mil pessoas.