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Milhares manifestam-se em Hong Kong contra "pseudo-voto universal"

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DALE de la REY / AFP / Getty Images

Protesto tem início dias antes da votação, no parlamento, do projeto de lei que prevê uma pré-seleção dos candidatos às eleições locais em Hong Kong 

Naquela que se espera que seja a primeira grande mobilização depois da "revolução dos guarda-chuvas" no ano passado, este domingo milhares de manifestantes saíram às ruas de Hong Kong. Protestam em nome da democracia.  

Sob o lema "Cidadãos contra a campanha do pseudo-voto universal", famílias, ativistas, sindicatos e grupos políticos e religiosos (mais de três mil pessoas) partiram do parque Victoria, na cidade, em direção a Admiralty, onde se encontram os edifícios governamentais. Ainda assim, o número de manifestantes que até agora se juntou nas ruas é bastante inferior àquele que os organizadores do protesto esperavam: cerca de 50 mil participantes. 

"Não queremos eleições falsas. Queremos voto universal", gritavam os manifestantes, citados pela imprensa internacional. Em causa está a projeto de lei apresentado pelo Governo chinês que irá ser submetido esta quarta-feira a discussão (e posterior aprovação) no parlamento. Neste prevê-se a introdução do sufrágio universal nas eleições locais em 2017 (para escolher o chefe do Executivo), mas apenas após uma triagem e seleção de dois ou três candidatos realizada por um comité com 1 200 membros - o que muitos cidadãos não veem como sendo uma eleição livre. 

Foi essa proposta que levou a que, em setembro do ano passado, o movimento 'Occupy Central' iniciasse um conjunto de manifestações numa campanha pacífica de desobediência civil, que se prolongaria até ao mês de dezembro. Agora, e face às negociações infrutíferas entre manifestantes e governantes, os cidadãos desta região administrativa especial da China intensificam os protestos e deverão acampar nas imediações do parlamento. 

Mais de sete mil agentes da polícia, equipados com gás lacrimogéneo, gás pimenta e balas de borracha, estarão destacados durante o período de votação do projeto de lei, adianta a imprensa local, citando fontes policiais.