Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Grécia. Negociações em Bruxelas terminam sem acordo

  • 333

KOSTAS TSIRONIS

Dois dias de negociações entre a Grécia e os credores internacionais terminam sem acordo. Mas Juncker "continua convencido" que uma solução poderá ser encontrada até ao fim do mês

As negociações entre a Grécia e os credores internacionais, que se realizaram este fim de semana em Bruxelas, terminaram esta tarde sem acordo, devido a "divergências importantes" que persistem entre os dois lados, avançou um porta-voz da Comissão Europeia. 

"As propostas gregas continuam incompletas", afirmou este porta-voz citado pela agência noticiosa AFP. 

A mesma fonte comunitária disse, no entanto, que o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, "continua convencido" que "pode ser encontrada [uma solução] até ao final do mês", altura em que a Grécia tem de reembolsar uma parte do empréstimo já concedido ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

Juncker "fez uma última tentativa este fim-de-semana para encontrar, através dos seus colaboradores próximos e em estreita ligação com os especialistas da Comissão, do Banco Central Europeu e do FMI, uma solução com o primeiro-ministro" grego, Alexis Tsipras.

"Apesar de ter havido progressos, as negociações falharam porque persistem divergências importantes entre os planos das autoridades gregas e as exigências conjuntas" dos credores, explicou esta fonte europeia.

Para a Comissão, os gregos devem aplicar "até dois mil milhões de euros" em medidas de austeridade anuais para receberem a ajuda financeira de que precisam, uma situação que deverá ser discutida na próxima reunião do Eurogrupo, que deverá acontecer esta quinta-feira no Luxemburgo.

Do lado da Grécia, fonte do Governo afirmou à AFP que as exigências dos credores "são irracionais" e imputou responsabilidades ao FMI, que acusou de ter uma posição "intransigente e dura".

A Grécia arrisca-se a entrar numa situação de incumprimento de pagamentos: Atenas tem até 30 de junho para reembolsar 1,6 mil milhões de euros ao Fundo e pode não conseguir honrar esta obrigação se os 7,2 mil milhões de euros do segundo resgate financeiro não forem desbloqueados.

  • Volatilidade do mercado da dívida e contágio grego empurram zona euro para subida de juros, queda acentuada da rentabilidade anual e performance negativa das obrigações em todos os prazos no trimestre. Juros das OT a 10 anos em 3%. Uma subida de 100% em 3 meses