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Surto do vírus MERS na Coreia do Sul é "vasto e complexo"

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Jovem veste uma máscara respiratória descartável para prevenir o contágio pelo vírus da Síndrome Respiratória do Médio Oriente (MERS), na capital sul-coreana de Seoul

KIM HONG-JI / REUTERS

Foram anunciados 12 novos casos de pessoas infetadas com o vírus, mas os especialistas da Organização Mundial de Saúde acreditam que o pior já passou

O surto do vírus da Síndrome Respiratória do Médio Oriente (MERS) na Coreia do Sul é "vasto e complexo", anunciou este sábado Keiji Fukuda, diretor-geral adjunto da Organização Mundial de Saúde (OMS). Novos casos deverão surgir nos próximos dias, mas os  peritos garantem que o pior já passou. 

Este sábado foram anunciados 12 novos casos de pessoas infetadas com o MERS, mas no dia anterior o número foi de quatro, o que leva os especialistas a acreditar que as medidas de controlo adotadas pelas autoridades sul-coreanas estão a resultar e que, em breve, o contágio do vírus seja contido por completo. 

Em conferência de imprensa em Senjong, na Coreia do Sul, Keiji Fukuda, esclareceu ainda que pelo menos durante as próximas duas semanas - tempo de incubação da doença -, espera-se que surjam novos casos de MERS. 

Dois hospitais foram isolados, quatro mil pessoas foram colocadas de quarentena e cerca de três mil escolas foram encerradas. A economia sul-coreana foi fortemente abalada com uma acentuada descida do turismo. 

Desde o dia 20 de maio - data em que foi diagnosticado o primeiro caso de MERS na Coreia do Sul -, 138 pessoas já foram infetadas e 14 perderam a vida. 

O "paciente zero" era um homem de 67 anos que voltava de uma viagem da Arábia Saudita, país onde a doença foi registada pela primeira vez em humanos, há três anos.  

A MERS é uma doença respiratória, causada pelo vírus MERS-CoV e pertence à família do coronavírus, a causa comum das constipações.