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Internacional

Seis detidos em Guantánamo transferidos para Omã

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BOB STRONG

Os prisioneiros, de origem iemenita, vão permanecer em Omã "temporariamente". Estavam detidos há 13 anos, suspeitos de terrorismo

Helena Bento

Jornalista

Os Estados Unidos anunciaram este sábado a transferência de seis prisioneiros da prisão militar de Guantánamo para Omã. Ainda se encontram 116 pessoas detidas nas instalações do estabelecimento prisional.

O anúncio foi feito pelo Pentágono, uma semana depois de o secretário de Estado da Defesa, Ashton Carter, ter confirmado que está a colaborar com a Casa Branca numa proposta a apresentar ao Congresso americano que defende o encerramento de Guantánamo.

Os seis homens, que estavam presos há cerca de 13 anos, suspeitos de terrorismo, vão permanecer em Omã "temporariamente", segundo a agência de notícias ONA. São eles: Emad Abdallah Hassan, Idris Ahmad Abd Al-Qadir, Sharaf Ahmad Muhammad Masud, Jalal Salam Awad Awad, Saad Nasser Moqbil Al-Azani e Mohammed Ali Salem Al-Zarnuki. Têm origem iemenita. 

Segundo um comunicado emitido pelo Departamento de Defesa norte-americano, citado pela AFP, os Estados Unidos estão "gratos" ao Governo de Omã pelo seu "gesto humanitário" e "disponibilidade" para apoiar esforços com vista ao encerramento da prisão militar.

No mesmo documento, é assegurado que foram garantidas condições para que as tranferências sejam acompanhadas de "medidas apropriadas de segurança" e de "tratamento humanitário". 

Segundo o porta-voz do Pentágono, Myles Caggins, estas medidas pretendem "evitar uma ameaça específica que o detido possa representar". Se não recebermos as garantias adequadas, a transferência não acontecerá", referiu, citado pela AFP.

Com a libertação de mais seis prisioneiros, desce para 116 o número de pessoas detidas na prisão militar norte-americana em Cuba.

É a segunda transferência ocorrida este ano. Em janeiro, o Pentágono anunciou o envio de quatro detidos para Omã e outro para a Estónia. 

Desde que o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, chegou à Casa Branca com a promessa de encerrar Guantánamo, foram libertados, no total, 242 prisioneiros.