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Manuela Carmena tomou posse como autarca de Madrid

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JUAN MEDINA / REUTERS

No total, a nova autarca, candidata do movimento Podemos, conseguiu 29 votos de um total de 57 dos membros que formam o governo municipal e derrotou o domínio do Partido Popular (PP) na capital espanhola desde há 24 anos

A juíza reformada de 71 anos Manuela Carmena foi proclamada este sábado presidente da autarquia de Madrid, por maioria absoluta, ao contar com o apoio da sua plataforma partidária, Ahora (Agora) Madrid e dos socialistas. 

No total, a nova autarca, candidata do movimento Podemos, conseguiu 29 votos de um total de 57 dos membros que formam o governo municipal e derrotou o domínio do Partido Popular (PP) na capital espanhola desde há 24 anos. Manuela Carmena tomou posse como nova responsável por Madrid pelas 11h30 locais (10h30 de Lisboa).

A candidata del PP, Esperanza Aguirre, somou os apoios dos socialistas ao seu próprio movimento, após as eleições do passado dia 24.

Os votos foram introduzidos numa urna e lidos em voz alta, com o anúncio da vitória de Manuela Carmena a ser recebido, nomeadamente pelos líderes do Podemos Pablo Iglesias, Íñigo Errejón e Juan Carlos Monedero, com aplausos e os gritos "Sim, pode-se".

Manuela Carmena já tinha dito que um dos seus primeiros passos vai ser o de procurar impedir que as pessoas caiam na situação de sem abrigo, através da prevenção dos despejos ou, se isto não for possível, da disponibilização de alojamento alternativo. Também prometeu atacar a corrupção, desenvolver o transporte público, aumentar subsídios para as famílias pobres e cortar o salário de presidente da Câmara em mais de metade do valor atual e passá-lo para 45 mil euros. 

Logo a seguir à eleição, Carmena escreveu na rede social Twitter: "Já está. Muito obrigada. Agora somos todos e todas autarcas".

O Ahora Madrid, nascido do movimento de protesto designado 'Indignados', que apareceu durante a crise económica em Espanha, ficou em segundo lugar nas eleições autárquicas de 24 de maio, seguido pelos socialistas. Carmena, que na sua juventude se opôs ao regime de Francisco Franco, era desconhecida na capital de Espanha antes de fazer campanha com base na promessa de fazer da luta contra a desigualdade económica uma prioridade. A sua plataforma Ahora Madrid, uma coligação de partidos de esquerda que foi apoiada pelo partido antiausteridade Podemos, que abalou a polícia espanhola, obteve 31,8% dos votos, o que lhe deu 20 lugares na autarquia. 

Ficou assim a apenas um lugar do Partido Popular, que candidatou a antiga ministra Esperanza Aguirre.

O novo partido, de centro-direita, Ciudadanos (Cidadãos) conseguiu sete lugares, que foram insuficientes para manter os populares no poder local, uma vez que os socialistas têm nove eleitos.