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Austrália acusada de pagar para imigrantes voltarem para trás. Primeiro-ministro não desmente

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O primeiro-ministro australiano, Tony Abbot

DEAN LEWINS/ EPA

A Indonésia acusa as autoridades australianas de terem pago a traficantes de um barco com 65 imigantes para evitar que os clandestinos chegassem ao país. De forma evasiva, o primeiro-ministro limita-se a dizer que, nesta matéria, o governo australiano usa métodos "criativos"

O primeiro-ministro australiano, Tony Abbot, recusou  esta sexta-feira “fazer comentários sobre as atividades operacionais do seu governo”, não desmentindo a notícia que acusa a Austrália de ter pago a traficantes para fazer regressar a águas indonésias um barco com 65 imigrantes a bordo.

Segundo os relatos na imprensa, o caso aconteceu a 31 de maio e foi denunciado pela polícia da Indonésia, que acusa as autoridades australianas de terem pago cerca de 35.000 euros

As declarações de Tony Abbot, embora evasivas, foram reforçadas pela afirmação de que o governo australiano recorre a métodos "criativos", para que "nenhum barco com clandestinos chegue à costa”. Mas mais não disse.

A oposição reagiu de imediato, com o Partido Laboral a pedir esclarecimentos ao primeiro-ministro: “O povo australiano precisa de saber se o seu governo anda a pagar a traficantes, porque se assim é, trata-se de algo muito  preocupante”.

O barco em questão naufragou ao largo da Indonésia e Timor, com muitos dos ocupantes a terem de nadaraté à costa para se salvarem. Quando confrontados sobre a veracidade da história, os imigrantes declararam que toda a situação fora “muito perturbadora”.

Entretanto, as autoridades da Indónesia estão a investigar o caso, tendo a polícia chegado a ver alguns dos sacos com o suposto dinheiro do pagamento.

Quando interrogados, já sob a alçada policial, os membros da tripulação declararam que se tratava, segundo os oficiais australianos de “uma doação para regeressarem para a Indonésia”.