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Ex-chefe de segurança da China condenado a prisão perpétua

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Zhou Yongkang era considerado como uma das figuras mais poderosas da China

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Zhou Yongkank foi condenado pelos crimes de corrupção passiva, abuso de poder e divulgação de segredos do Estado

É mais um passo na luta do Presidente chinês contra a corrupção. Zhou Yongkank, antigo chefe de Segurança da China, foi condenado a prisão perpétua pelos crimes de corrupção passiva, abuso de poder e divulgação intencional de segredos do Estado, anunciou esta quinta-feira a agência oficial chinesa Xinhua.

O juiz decidiu também confiscar todo o património de Zhou Yongkang, declarando que o antigo chefe da segurança nacional perdeu todos os seus direitos enquanto ex-político.

No tribunal de Tianjin, o antigo responsável máximo pela segurança chinesa, de 72 anos, declarou-se culpado pelos três crimes - nomeadamente a aceitação de subornos no valor de 125 milhões de yuan (cerca de 18,4 milhões de euros) - e já anunciou que não vai recorrer da sentença.

Antigo membro do Partido Comunista Chinês (PCC), Zhou Yongkang era considerado uma das figuras mais poderosas da China, tendo sido expulso do PCC em abril, depois de ser acusado dos três crimes, na sequência de nove meses de investigação.

O juiz do Supremo Tribunal chinês já tinha garantido, em março, que o antigo chefe de Segurança da China seria julgado "em total concordância com a lei".

No dia 13 de março de 2014, quando Xi Jinping, secretário-geral do Partido Comunista Chinês, assumiu o cargo de Presidente da República, prometeu que o combate à corrupção seria uma das suas principais prioridades.