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Parlamento Europeu considera que Rússia não deve ser tratada como parceiro estratégico

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FREDERICK FLORIN / AFP / Getty Images

O Parlamento Europeu votou esta quarta-feira favoravelmente um relatório que considera que a Rússia não deve ser tratada como um parceiro estratégico da União Europeia e é muito crítico para com as "políticas agressivas" de Moscovo

O relatório sobre o estado das relações UE-Rússia, aprovado na sessão plenária de Estrasburgo, defende que perante a anexação da Crimeia e a intervenção no Leste da Ucrânia deve ser feita uma "reavaliação crítica das relações com a Rússia" e vai mesmo mais longe ao afirmar que, de momento, "a Rússia não pode mais ser tratada como, ou considerada, um parceiro estratégico".

Os eurodeputados pediram ainda um plano para fazer face às políticas "agressivas de Moscovo" e condenaram a proibição de acesso de 89 políticos e funcionários da União Europeia (UE) ao território russo. Diz ainda que a Comissão Europeia deve dar financiamento para projetos de contrapropaganda que rebatam a propaganda russa.

Neste debate, os socialistas Ana Gomes e Francisco Assis fizeram intervenções muito críticas para com a "Rússia de Putin", que tem evoluído em sentido "autocrático".

Ana Gomes falou especificamente sobre as sanções à Rússia, defendendo que terão mesmo de ser "reforçadas a Rússia continuar a violar os acordos de Minsk" para a paz na Ucrânia e pediu que a UE apoie, por vários meios, inclusivamente financeiros, a sociedade civil russa.