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Trabalhistas britânicos dizem não a aliança com os conservadores para permanência na UE

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Stefan Wermuth/Reuters

Apesar de ambos os partidos irem à partida apelar ao voto pela permanência do Reino Unido na União Europeia no referendo, os trabalhistas vão fazer uma campanha autónoma. Uma decisão que surge após a campanha conjunta no referendo na Escócia  se ter revelado altamente lesiva

O Partido Trabalhista anunciou rejeitar a criação de uma plataforma conjunta com o Partido Conservador, do primeiro-ministro David Cameron, para a campanha a favor da permanência do Reino Unido na União Europeia (UE).

“Ainda não sabemos qual será a campanha (oficial) pelo Sim. Essa decisão ficará para mais tarde, não para agora. Mas eu não vou estar numa plataforma com David Cameron” independentemente da posição que for por ele defendida, disse a porta voz dos trabalhistas para os assuntos exteriores, Hilary Benn.

“O que todos concordámos é que irá haver uma campanha separada dos trabalhistas pelo Sim”, afirmou ao “Daily Mirror”.

Apesar de ambos os partidos irem à partida defender semelhante posição, o principal partido da oposição prefere não repetir a experiência de juntar forças aos conservadores, conforme fez no referendo que chumbou a independência da Escócia (nesse caso tendo a aliança englobado ainda os liberais democratas). Uma aliança que acabou por dar espaço à ascensão do Partido Nacional Escocês, que veio a conquistar 40 lugares de deputados aos trabalhistas.

Após a vitória dos conservadores nas eleições parlamentares de maio, o primeiro-ministro britânico tenciona renegociar os moldes do relacionamento do Reino Unido com a UE antes de submeter a sua permanência a referendo antes do fim de 2017.

Apesar de se manifestar a favor da permanência na UE, Cameron não excluiu por completo vir a fazer campanha pela saída, caso considere que não conseguiu obter as alterações pretendidas. Hipótese que também pode ser encarada como um fator de pressão negocial.