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Sete anos depois da falência dos bancos, Islândia prepara-se para aliviar controlo de capitais

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Uma agência do banco Kaupthing, um dos mais importantes do país, cuja derrocada influenciou fortemente a crise de 2008

\302\251 Bob Strong / Reuters

Depois de levar o tema ao Parlamento, o Governo islandês deverá agora anunciar o alívio do apertado controlo de capitais, em vigor no país desde a crise de 2008

Cátia Bruno

Cátia Bruno

Jornalista

O primeiro-ministro islandês, Sigmundur David Gunnlaugsson, e o ministro das Finanças, Bjarni Benediktsson, deverão anunciar esta segunda-feira, em conferência de imprensa, o levantamento dos controlos de capitais no país, em vigor desde 2008, altura em que os três principais bancos do país faliram.

O anúncio deverá surgir um dia depois do Parlamento ter aprovado com 56 votos a favor e uma abstenção (sem votos contra) um pacote de medidas sobre o tema, que inclui também algumas restrições mais apertadas. Estas tinham como objetivo impedir que alguns controlos fossem contornados antes do anúncio oficial do levantamento, segundo explica o "The Guardian". Um assistente do primeiro-ministro explicou também à agência Reuters que esta era apenas uma medida de precaução antes da abertura dos mercados, nesta segunda-feira.

Os controlos de capitais ainda em vigor foram impostos em 2008, depois do colapso das três maiores instituições bancárias do país - Glitnir, Landsbanki e Kaupthing - que mergulhou o país numa grave crise económica.

Sete anos depois, a Islândia voltou a ter crescimento, muito graças ao turismo e ao seu forte sector das pescas. O atual Governo de centro-direita, que prometeu o fim da austeridade, espera que o alívio dos controlos ajude a normalizar as relações do país com o resto da Europa.