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Erro nas certidões de óbito adia funerais de vítimas da Germanwings

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GETTY

Mais de dois meses depois do avião ter-se despenhado nos Alpes franceses, os familiares das vítimas esperavam realizar as cerimónias fúnebres nos próximos dias

Um erro nas certidões de óbito das 150 pessoas que falecerem no avião da Germanwings - que se despenhou a 24 de março no Alpes franceses - obrigou ao adiamento do regresso dos restos mortais aos seus países, que deveria ocorrer nos próximos dias

A notícia causou grande consternação aos familiares que se preparavam para finalmente levar a cabo as cerimónias fúnebres.

Os restos mortais das 72 vítimas alemãs deviam chegar ao aeroporto de Düsseldorf na terça e quarta-feira, onde estava preparada uma cerimónia.

A Lufthansa comunicou contudo o adiamento num email enviado aos familiares na quarta-feira passada. “Na redação das certidões de óbito foram cometido erros que os tornaram inválidos e foi necessário voltar a redigir os documentos”, indicou o porta-voz da Germanwings, Heinz Joachim Schöttes.

Contactada pela agência de notícias francesa, AFP, a Germanwings confirmou que se verificaram erros na emissão das certidões de óbito, cuja validade tinha expirado e que tiveram de ser novamente emitidas, o que conduziu a "uma interrupção" do processo.

No dia seguinte, os familiares de um grupo de alunos e professores de uma escola secundária alemã que se encontravam no aparelho divulgaram um comunicado expressando a “cólera e desespero”. “Tem mesmo de mais agonia ser acrescentada a esta dor?”, questionaram.

A Lufthansa e a sua subsidiária Germanwings indicaram depois estarem a tentar que o assunto seja resolvido o mais rapidamente possível.

“Mal tenhamos uma data estabelecida, nós iremos comunicá-la às famílias”, acrescentou Heinz Joachim Schöttes.