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Copiar nos exames ficou mais difícil na China. Agora há drones a vigiar

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Pais veem os filhos a partirem nos autocarros para irem realizar os exames finais do secundário

STR/AFP/Getty Images

É o novo método anti copianço nos exames finais do secundário, num país onde alguns dos testes chegam a durar mais de nove horas

Os papelinhos minúsculos com letra miudinha têm os dias contados. Com as novas tecnologias, os smarthpones com acesso à internet mudaram o cenário em matéria de cábulas. Ainda assim, na China há quem consiga ir mais longe, recorrendo a aparelhos sem fios para poder comunicar com o exterior enquanto se realizam os exames. Mas, para grandes males - ou grandes técnicas de 'copianço' - grandes remédios. As autoridades chinesas responderam à letra, modernizando a forma de vigiar as provas ... com a utilização de drones.

Em plena época de provas finais do secundário, seis drones foram consignados a uma missão muito especial:sobrevoar os recintos de dois centros de exames nas províncias de Luoyang e Henan.

“Um drone tem as suas vantagens. Numa área urbana cheia de edifícios altos, varias barreiras as operações dos dispositivos no solo, enquanto os drones conseguem subir a uma altura de 500 metros e detectar sinais em toda a cidade”, explica Lan Zhigang supervisor e regulador de uma rádio local, citado pelo jornal britânico “The Guardian”.

Na China os exames tâm a fama de ser extremamente difíceis, com o resultado a influenciar, tal como acontece em Portugal, a entrada dos estudantes nas universidades. Os mais (desesperados) recorrem a técnicas como a venda de respostas, contratar alguém para ir fazer o exame no seu lugar ou usar os ditos equipamentos 'wireless'.

Também é habitual os alunos estudarem afincadamente durante meses para estas provas. Mais de nove milhões de jovens começaram no último domingo a realizá-las.

Segundo o ministério da Educação chinês, citado pelo “The Guardian”, desde maio, foram apanhadas 23 pessoas a prepararem estratégias para copiar. Quando apanhados, os alunos podem ficar impedidos de fazer exames durante três anos.