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Internacional

Estados Unidos e Alemanha afirmam que sanções contra a Rússia devem continuar

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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e a chanceler alemã, Angela Merkel, discutiram a crise em curso na Ucrânia durante a cimeira do G-7 na Alemanha

REUTERS

Barack Obama e Angela Merkel mantiveram uma conversa privada antes da Cimeira do G-7 que decorre este domingo na Alemanha. As sanções impostas pela União Europeia contra Moscovo, que atingiram setores inteiros da economia russa, chegam ao final em julho

O Presidente norte-americano, Barack Obama, e a chanceler alemã, Angela Merkel, afirmaram este domingo que as sanções do Ocidente contra a Rússia devem continuar até os russos respeitarem o acordo de cessar-fogo e a soberania da Ucrânia.

"Os dois líderes discutiram a crise em curso na Ucrânia e concordaram que a duração das sanções dever ser claramente relacionada com a plena implementação da Rússia dos acordos de Minsk e o respeito à soberania da Ucrânia", referiu a Casa Branca num comunicado divulgado durante a cimeira do G-7, que decorre este domingo na região da Baviera, na Alemanha.

Obama e Merkel mantiveram uma conversa privada antes da cimeira, e o Presidente norte-americano, mais cedo, exortou aos seus colegas líderes presentes no G-7 (Alemanha, Estados Unidos, França, Reino Unido, Japão, Itália e Canadá) para se levantarem juntos contra "a agressão russa na Ucrânia".

A União Europeia e os Estados Unidos, incentivadores dos frágeis acordos de paz de Minsk-2, assinados a 12 de fevereiro (com a participação também da Rússia), expressaram de forma unânime a sua preocupação com a retomada dos combates no terreno, nos últimos dias.

Moscovo, por seu lado, indicou que o processo de paz corre o perigo de "ser quebrado".

As pesadas sanções impostas pela União Europeia contra Moscovo, que atingiram setores inteiros da economia russa, incluindo a banca, a defesa e o petróleo, chegam ao final, em julho.

Os acordos de Minsk-2 preveem medidas progressivas até ao fim do ano, para pôr fim ao conflito entre separatistas pró-russos e o governo de Kiev no leste da Ucrânia, que já fez mais de 6.400 vítimas, em pouco mais de um ano.

A Rússia é acusada, pelos países ocidentais, de estar envolvida no conflito ucraniano, apoiando os rebeldes, mas o governo russo nega tal facto.

Na reunião bilateral, Obama e Merkel também discutiram o possível papel da TTIP (acordo transatlântico de livre comércio, que está a ser negociado entre europeus e norte-americanos), para promover "o crescimento e o emprego em ambos os lados Atlântico". 

Os dois líderes também sublinharam a importância de trabalharem "juntos" para chegar a um acordo global sobre o clima em dezembro, em Paris.