Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Cimeira do G7. "A participação da Rússia não é plausível", garante Merkel

  • 333

Ativistas protestam esta sexta-feira em Munique, em vésperas da cimeira do G7

Christof Stache / AFP / Getty Images

Em vésperas da cimeira do G7, Angela Merkel afasta qualquer possibilidade de participação da Rússia no encontro que irá decorrer na Alemanha, este fim de semana. As declarações surgem depois de vários políticos alemães terem apelado à presença de Vladimir Putin no evento

A chanceler alemã defendeu esta sexta-feira, em entrevista à agência alemã DPA, que o regresso ao formato do G8 ainda não é plausível neste momento - referindo-se à reintrodução da Rússia, que em 2014 foi excluída do grupo das oito maiores potências mundiais. Em vésperas da cimeira do G7 - que se realiza este domingo e segunda-feira com os líderes da Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Canadá, Japão e Estados Unidos - Angela Merkel foi perentória: "A participação russa não é atualmente concebível". 

A líder alemã sublinhou que o "G7 é um grupo de estados que partilham os valores da democracia e estado de direito", acusando novamente a Rússia de os desrespeitar. E reforça, mais uma vez, que a anexação da Crimeia pela Rússia constituiu "uma violação do direito internacional", no que diz respeito à inviolabilidade das fronteiras e a garantia da paz.  

O envolvimento russo na atual crise ucraniana será um dos temas em discussão este fim de semana, no castelo de Elmau, no estado alemão da Baviera, mas a chanceler alemã garante que Vladimir Putin não estará presente.  

Apesar disso, Merkel não rejeita a "necessidade e vontade de cooperar com a Rússia", especialmente para "solucionar alguns conflitos, como o da Síria". Ainda esta semana, o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Frank-Walter Steinmeier reforçou essa ideia: "Não temos qualquer interesse num G8 que permaneça num formato de G7". E esta sexta-feira vários políticos alemães pediram para que Putin fosse convidado a participar nesta cimeira. 

Este fim de semana, outros dos temas em cima da mesa poderão ser os conflitos na Síria e no Iraque, as alterações climáticas, o comércio internacional e o 'empowerment' das mulheres, segundo avança a imprensa internacional.