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#top10criminals. Google pede desculpa a Narendra Modi por erro no motor de busca

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Money Sharma / AFP / Getty Images

O primeiro-ministro indiano começou a aparecer nos resultados do Google, visível quando se pesquisa pelos dez maiores criminosos da Índia. A empresa já pediu publicamente desculpa pelo sucedido

Narendra Modi ao lado de terroristas, homicidas e ditadores. É este o resultado que uma pesquisa no Google, pela expressão "top 10 criminals in India", revela. A hashtag #top10criminals rapidamente se tornaria viral nas redes sociais, levando a um pedido de desculpas oficial ao primeiro-ministro indiano pelo gigante tecnológico. 

Citada pela BBC, a Google pede desculpa a Modi, em comunicado. "Pedimos desculpa por qualquer confusão ou mal-entendido que isto possa ter causado. Continuamos a trabalhar para melhorar os nossos algoritmos para prevenir resultados como estes". E acrescenta que os resultados "preocupam" a empresa, não refletindo "as opiniões ou crenças da Google".   

A Google não deixa de se justificar, atirando as culpas para um site britânico de notícias que terá alegadamente colocado uma imagem de Modi com metadados errados. "Às vezes, a forma como as imagens são descritas na internet podem levar a resultados surpreendentes em relação a algumas pesquisas", avança a empresa, acrescentando que - embora os artigos do site não relacionem o primeiro-ministro com atividade criminosa - incluem palavras que revelam uma "estreita proximidade" com o seu nome.  

Na pesquisa, na qual deveriam (supostamente) aparecer os maiores criminosos da Índia, surgia ainda Osama bin Laden, o antigo presidente norte-americano George W. Bush, o falecido líder da Líbia Muammar Kadhafi e cantor Justin Bieber. 

"Estamos continuamente a melhorar os nossos algoritmos para prevenir resultados inesperados como este", garantiu a empresa. Ainda no último mês a Google pediu desculpa por resultados erróneos no Google Maps: ao escrever-se o termo racista "nigger", juntamente com a palavra "casa", o motor de busca localizava automaticamente a Casa Branca.