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Schaeuble acusa o governo grego de enganar os eleitores

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STEFFI LOOS/ AFP/ Getty Images)

O ministro das Finanças alemão aponta o dedo a Tsipras e acusa-o de iludir os eleitores gregos na altura da campanha eleitoral. “Talvez não devessem ter feito essas promessas”, diz Schaeuble

Já diz o ditado: “não prometas o que não podes cumprir”. Wolfgang Schaeuble acusa o atual governo grego de prometer que a manutenção no euro iria ser um caminho fácil.

O ministro das Finanças alemão, em entrevista ao semanário “Wirtschaftswoche”, publicada esta quarta-feira, deixou um elogio amargo a Alexis Tsipras e ao partido de esquerda: “Na última eleição o Syriza foi bem-sucedido a convencer os gregos que existia uma forma simples para permanecer na zona euro. Talvez não devessem ter feito essas promessas”.

Louva a forma como o Syriza conquistou os eleitores, mas aponta o dedo a Atenas por terem andado a pregar que para chegar a acordo com a União Europeia seria “um caminho sem grandes esforços e reformas”.

As demoras nas negociações entre helénicos e credores justificam-se com a necessidade de “chegar a um acordo sensato”. “A Europa é construída em confiança mútua. Assim sendo precisamos de um acordo sensato, o que faz com que as negociações com a Grécia sejam tão esgotantes” contou Schaeuble.

De Atenas ainda não há reações à entrevista, mas uma coisa é certa: nada vai fazer para acalmar as tensões entre gregos e credores. Esta quarta-feira, o primeiro-ministro grego Alexis Tsipras está em Bruxelas, num encontro com a Comissão Europeia com o principal objetivo de defender o seu plano de reformas.

Apesar das “significativos progressos” evocados pela União Europeia, Wolfgang Schaeuble mantêm-se pessimista quanto à possibilidade de se chegara rapidamente a um acordo. O ministro alemão disse aos jornalistas, citado pelo jornal grego “Kathemerini”, que já ouviu alguns elementos da proposta e que “em nada muda a minha posição e dos meus colegas em Dresden. Pelo contrário confirma-a”.

O responsável pela pasta das Finanças germânicas esteve na última semana reunido com os homólogos do G7, em Dresden, Alemanha. Na altura foi garantido que não se justificava o otimismo num acordo rápido.