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Naufrágio na China. Mais de 400 continuam desaparecidos

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KIM KYUNG-HOON/ REUTERS

O navio "Estrela do Oriente" naufragou na segunda feira no rio Yangtze. Até agora foram recuperados 18 corpos, contando-se apenas 14 sobreviventes

À medida que o tempo passa, esgota-se a esperança das equipas de socorro ainda a procurar as cerca de 420 pessoas que viajavam a bordo do navio chinês naufragado no rio Yangtze e que continuavam desaparecidas esta madrugada, mais de 24 horas depois do acidente.

Segundo a BBC, até agora foram recuperados 18 corpos, havendo registo de 14 sobreviventes - há casos de pessoas que conseguiram nadar até às margens, outras foram resgatadas por mergulhadores.

Nas notícias começam a aparecr os primeiros relatos de quem escapou à tragédia. É o caso de Chang Hui, elemento da tripulação, que ficou a flutuar no rio durante 1o horas, agarrado a um colete salva-vidas.

"Estava na minha cabine, cerca das 21h30 [hora local], quando uma tempestade atingiu o navio e o senti começar a inclinar", contou o funcionário da Xiehe Travel, de 43 anos. Foi então que ele e um colega agarraram os coletes e saíram pela janela mais próxima. O navio voltou-se "incrivelmente depressa", explicou.

Já no rio, lutou contra a tempestade e as ondas que o atingiram várias vezes, não tendo sido detetado por um barco que passou próximo. Com esforço, conseguiu depois nadar até à margem.

As operações de busca e salvamento envolveram mais de 4.600 pessoas, incluindo centenas de mergulhadores, numa corrida contra o tempo e as persistentes más condições atmosféricas verificadas no local.

Detidos para interrogatório continuam o comandante e o engenheiro-chefe da embarcação. Os dois conseguiram salvar-se  e alegam que o navio ficou em dificuldades depois de ser atingido por um ciclone, mas muitos dos familiares das vítimas questionam como foi possível escaparem tão depressa e a razão para não ter sido emitido qualquer pedido de socorro.

O "Dongfangzhixing" (Estrela do Oriente), um navio de cruzeiros turísticos de 76,5 metros de comprimento por 11 de largura e quatro pisos (decks) e uma lotação de 534 pessoas, foi atingido na segunda-feira por um ciclone e naufragou repentinamente pelas 21h28 (14h28 em Lisboa), depois de ter sido fustigado por rajadas de 130 quilómteros por hora. Navegava há três dias de Nanjing para Chongqing, com 456 pessoas a bordo: 405 passageiros, a maioria dos quais com mais de 60 anos de idade, 46 tripulantes e cinco guias turísticos.