Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Coreia do Sul confirma duas primeiras mortes por vírus MERS

  • 333

Mãe e filha protegem-se com máscaras, enquanto passam junto a uma tenda de quarentena dos indivíduos que contactaram com infetados com a doença MERS, na capital sul-coreana de Seoul

YANG JI-WOONG / EPA

Três outros pacientes encontram-se em estado grave e 750 indivíduos foram colocados em quarentena

As autoridades sul-coreanas confirmaram esta terça-feira a morte de duas pessoas no seguimento da infeção pela Síndrome Respiratória do Médio Oriente (MERS). O país continua a lutar para combater a propagação do vírus que já matou 356 pessoas desde que foi diagnosticado pela primeira vez em 2012 na Arábia Saudita. 

A Coreia do Sul registou o primeiro caso de MERS no mês passado, num homem que regressava do Médio Oriente. Desde então o número de infetados subiu para 24. 

As vítimas mortais - uma mulher de 58 anos de idade e um homem de 71 -, encontravam-se no mesmo hospital que o primeiro paciente.  Três outros pacientes encontram-se em estado grave.

As informações foram divulgadas esta terça-feira pelo ministério de Saúde da Coreia do Sul que declarou ainda que a infeção das vítimas pelo MERS está diretamente relacionada com o primeiro paciente. Seul suspeita que houve uma propagação através dos funcionários do próprio hospital, ainda antes do paciente ter sido diagnosticado e isolado. 

Cerca de 750 pessoas foram colocados em quarentena depois de terem estado em contacto com os pacientes infetados. As autoridades informam ainda que este número poderá aumentar e que 240 indivíduos estão proibidos de sair do país. 

Esta medida é muito importante para travar o contagio da doença. O filho de um dos infetados pelo MERS ignorou os conselhos dos médicos de cancelar a viagem à China e, posteriormente, tornou-se o primeiro caso da doença do país. 

MERS na Europa
MERS é uma doença respiratória, causada pelo vírus MERS-CoV e pertence à família do coronavírus, a causa comum das constipações. A doença é nova nos humanos, tendo o primeiro caso sido registado há três anos na Arábia Saudita. Desde então, o vírus espalhou-se para vários países, incluindo os Estados Unidos. 

Portugal não tem registo da doença, mas na Europa há registo de vários casos na Grécia, Itália, França, Alemanha, Holanda e, mais recentemente, Áustria e Turquia.  

Por enquanto não temos razões para nos preocuparmos, mas se viajar para o Médio Oriente, é melhor seguir o conselho da Organização Mundial de Saúde e evitar o contacto com camelos.