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Jiadista do Estado Islâmico foi treinado pelos Estados Unidos no combate ao terrorismo

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O ex-coronel do Tajiquistão, que esta semana anunciou - num vídeo publicado online - ter-se alistado no autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) foi, antes disso, treinado pelos Estados Unidos no combate ao terrorismo. A informação é confirmada pelo Departamento de Estado norte-americano. 

Desapareceu misteriosamente em abril. Até então, o coronel Gulmurod Khalimov, de 40 anos, estava responsável pelas forças especiais da polícia do Tajiquistão, tendo participado no programa americano, destinado à polícia e divisões militares, de treino no combate ao terrorismo. Recebia, então, treino para lutar contra o movimento terrorista que haveria de ingressar.  

"Entre 2003 e 2014 o coronel Khalimov participou em cinco cursos de treino antiterrorismo nos Estados Unidos [EUA] e Tajiquistão, através da Secretaria de Segurança Diplomática do Departamento de Estado dos EUA / Programa de Ajuda no Combate ao Terrorismo", confirmou a porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Pooja Jhunjhunwala, citada este sábado pela CNN. Khalimov recebeu formação em resposta à crise, gestão tática de acontecimentos especiais e liderança tática, entre outros.  

Agora, teme-se o impacto que o alistamento do ex-chefe das forças especiais do Tajiquistão possa ter na expansão do califado do Daesh. O jiadista surgiu, num vídeo online com a duração de dez minutos, vestido de preto, com uma espingarda e um porta-munições, enaltecendo a guerra do Daesh e afirmando que participou em programas norte-americanos, dos quais três nos EUA. A notícia é avançada esta semana pela imprensa internacional, que suspeita que o vídeo tenha sido filmado num campo sírio. 

O seu alistamento levanta preocupações, não apenas em relação ao conhecimento que tem sobre as operações de combate ao terrorismo norte-americanas (podendo ajudar o Daesh no desenvolvimento de novas táticas), mas também relativamente à sua influência - podendo servir como recrutador para o movimento extremista.  

Segundo a BBC, Khalimov era um dos oficiais do seu país que estava melhor treinado e não pertencia à lista de milhares de muçulmanos que estavam a ser monitorizados pelas autoridades do seu país, por suspeitas de potencialmente poderem vir a alistar-se no Daesh. Segundo a BBC, não existem números oficiais sobre os cidadãos do Tajiquistão que se alistaram ao movimento radical, mas em janeiro fontes dos serviços de segurança apontaram para centenas: entre 200 e 500.