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Schulz quer que Rússia explique "lista negra" de políticos europeus

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STEPHANIE LECOCQ/ EPA

O presidente do Parlamento Europeu advertiu que, se não obtiver uma resposta "satisfatória" da diplomacia russa, não abdicará do "direito de tomar as medidas apropriadas" em relação à posição russa, entendida como um represália pelas sanções impostas pela UE.

O presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, vai exigir na segunda-feira explicações ao embaixador da Rússia na União Europeia sobre a existência de um "lista negra" de políticos europeus. 

Em comunicado divulgado este sábado, Schulz advertiu que, se não obtiver uma resposta "satisfatória" da diplomacia russa, não abdicará do "direito de tomar as medidas apropriadas" em relação à posição russa, entendida como um represália pelas sanções impostas pela UE à Rússia por causa da anexação da Crimeia e pela sua atuação no conflito no leste da Ucrânia.

O líder do Parlamento Europeu classificou de "inaceitável" a existência da lista, que inclui o ex-primeiro-ministro belga e o líder dos eurodeputados liberais, Guy Verhofstadt.

"Estou consternado com as informações relativas à lista negra em que aparecem funcionários e políticos europeus, especialmente membros do Parlamento Europeu", lamentou Schulz.

Em sua opinião, o caso constituiu um retrocesso nos esforços a favor de um diálogo construtivo para encontrar uma solução pacífica para a atual crise geopolítica.

Schulz indicou que exigirá à Rússia que divulgue a lista da discórdia e aclare as razões pelas quais inclui o nome de eurodeputados.

Alguns dos visados na lista só tiveram conhecimento do caso quando foram impedidos de entrar em território russo já durante a viagem.

Na lista encontra-se também o ministro holandês dos Negócios Estrangeiros, Bert Koenders.

Também hoje, o governo alemão exigiu a Moscovo explicações sobre os políticos alemães incluídos na lista de personalidades europeias que estão proibidas de entrar em território russo.

Fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros alemão adiantou que está em contacto com as autoridades russas, reclamando transparência e lembrando que os cidadãos germânicos que se encontram na 'lista negra' devem ter conhecimento formal disso para recorrerem judicialmente da decisão.

Até ao momento, Berlim ainda não obteve resposta de Moscovo sobre a lista que, segundo vários jornais germânicos, contém o nome de 89 europeus, incluindo oito políticos alemães.

Recentemente, o Governo alemão protestou contra a proibição de entrada na Rússia, até 2019, de um deputado democrata-cristão, que foi impedido de visitar o país à sua chegada ao aeroporto moscovita de Sheremétievo.

Segundo a imprensa germânica, nessa lista encontram-se, por exemplo, a copresidente do grupo dos Verdes no Parlamento Europeu, a alemã Rebecca Harms, e o presidente do grupo parlamentar da CDU/CSU no parlamento alemão, Michael Fuchs.