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Manifestantes palestinianas interrompem congresso da FIFA

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As duas manifestantes foram retiradas da sala por seguranças

FOTO PATRICK B. KRAEMER/REUTERS

Numa reunião que já se adivinhava controversa não faltaram os incidentes. Duas palestinianas conseguiram invadir o local do evento da FIFA, apelando à exclusão de Israel do organismo, enquanto um pequeno grupo de pessoas se manifestou no exterior contra as más condições laborais no Qatar.

O Congresso da FIFA, que decorre esta sexta-feira em Zurique, foi interrompido esta manhã por duas manifestantes palestinianas que apelaram à exclusão de Israel do organismo, no dia em que será votada essa decisão. 

As duas mulheres conseguiram escapar ao dispositivo de segurança, invadindo a sala onde se realiza o evento. Com bandeiras da Palestina e cartazes, as manifestantes gritaram "Israel fora" e " Cartão vermelho ao racismo", com vista a chamar a atenção do crescente número de palestinianos detidos pelas forças israelitas, refere a Reuters.

O atual líder da FIFA, Joseph Blatter, que se candidata a um quinto mandato já fez saber que se opõe à saída do país do organismo.  Israel acusa por sua vez a Palestina de tentar politizar o universo do futebol, garantindo que esse objetivo não será cumprido.

Manifestação no exterior
Entretanto, um pequeno grupo de pessoas manifestou-se também no exterior do local onde se realiza a reunião magna, contra às más condições laborais dos trabalhadores que estão envolvidos nas obras de construção dos estádios do Qatar, que vão acolher o Mundial de 2022.

A secretária-geral da Confederação Sindical Internacional (CSI), Sharam Burrow, já apelou a Joseph Blatter para renunciar à liderança da FIFA, na sequência do alegado esquema de corrupção que levou à detenção na quarta-feira de sete responsáveis da FIFA. E voltou também a criticar os condiçõpes desumanas dos trabalhadores que estão envolvidos na obras do Qatar. 

"O mundo  não se deve esquecer também dos trabalhadores migrantes no Qatar que trabalham até à morte. A FIFA não zelou pelas suas condições de trabalho e os trabalhadores pobres estão a pagar o preço disso." 

Esta manhã, um terceiro incidente obrigou à saída dos jornalistas do local onde decorre o congresso, na sequência de uma ameaça de bomba que posteriormente se verificou ser falsa.