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Falsa ameaça de bomba à hora de almoço do congresso da FIFA

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Uma viatura da Polícia suíça abandona o recinto onde decorre o congresso da FIFA, que foi interrompido esta manhã devido a uma falsa ameaça de bomba

RUBEN SPRICH / REUTERS

Brigada de minas e armadilhas nada encontrou na sala onde decorre a reunião magna para eleger a nova presidência da FIFA. Jérôme Valcke, secretário-geral do organismo, diz que o congresso "pode ser retomado".

O local onde se está a realizar o Congresso da FIFA, em Zurique, foi alvo esta sexta-feira de uma ameaça de bomba durante a pausa para almoço. A informação foi avançada pelo jornal "Handelszeitung" e confirmada pelo chefe da polícia local, Marco Cortesi. 

Segundo as mesmas fontes, a organização solicitou aos jornalistas para abandonarem o local, enquanto 11 equipas de emergência se deslocaram para aquele espaço.

O secretário-geral da FIFA, Jérôme Valcke, garantiu entretanto que se tratou de uma falsa ameaça, podendo recomeçar os trabalhos. "Nós avaliámos os riscos e decidimos com as autoridades locais chamar a brigada de minas e armadilhas para procurar na sala do congresso. Nada foi encontrado, pelo que o congresso pode ser retomado ", afirmou Jérôme Valcke.

O evento foi interrompido ao meio-dia e devia ser retomado às 13h30 (12h30 em Lisboa), refere o jornal "24 heures".

Este é o segundo incidente no congresso desta sexta-feira, depois de duas manifestantes terem invadido o local, empunhando bandeiras da Palestina e gritando "Israel fora". Na agenda de trabalhos da reunião estaá prevista a votação da da exclusão de Israel do organismo

Mas a principal decisão a ser tomada hojhe será a eleição do próximo presidente do organismo que rege o futebol mundial. Na corrida estão Joseph Blatter, líder há 17 anos, e o princípe jordano Ali bin al-Hussein, um dos vice-presidentes da FIFA.

Para Blatter vencer o quinto mandato à primeira volta terá que arrecadar dois terços dos votos dos 209 membros. A maioria das associações que integram as confederações africana , asiática, sul-americana, e da Oceânia revelaram que vão apoiar o velho líder. Resta saber se o alegado escândalo de corrupção que resultou na detenção quarta-feira de sete responsáveis da FIFA num hotel em Zurique vai influenciar ou não a votação.