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Blatter explica-se: “Muitos acham que sou culpado, mas não posso estar sempre a controlar todos”

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As sombras. Josepb Blatter não foi detido nem é arguido. Mas é em torno dele que estão as maiores suspeitas

REUTERS

Suíço falou: entre lamentações e considerações, deixou um aviso - as más notícias para a FIFA ainda não acabaram. Sobre a sua demissão - pedida pela UEFA, por exemplo -, nem uma palavra.

Blatter explicou-se ao mundo, mas só parcialmente. Na cerimónia de abertura do Congresso da FIFA, em Zurique, condenou a “minoria que se deixou corromper” e disse que não vai permitir “que os atos de alguns destruam o trabalho de todos os membros da FIFA”.

“Sei que muitos acham que sou responsável por tudo isto, mas não posso estar sempre a controlar todos. Se as pessoas fazem coisas erradas, fazem de tudo para as esconder. Não vamos permitir que as ações erradas de alguns destruam o trabalho de muitos, de uma maioria que trabalhou tão intensamente pelo futebol.

Em plena véspera da eleição do próximo presidente da FIFA, e com um escândalo em mãos - sete altos dirigentes foram detidos quarta-feira por suspeitas de corrupção -, diz que ainda vai ser pior. “Mais más notícias vão surgir”, avançou. E lamentou as “humilhações” decorrentes do que tem vindo a público.

Não disse nada sobre os pedidos de demissão que lhe foram feitos - Platini, por exemplo, garantiu que o fez - e desenvolveu observações sobre as doenças que afetam o futebol “Não pode haver lugar para a corrupção e o futebol não é excepção”, referiu esta quinta-feira.

Blatter prosseguiu: o principal objectivo é “retomar a confiança”, pois os adeptos e o futebol “merecem transparência”. “Perdemos a confiança e é preciso restabelecê-la.” E ainda: “O mais importante é que não se perca o espírito do futebol.

Apesar do escândalo da detenção dos sete dirigentes da FIFA, o congresso e as eleições para a presidência do organismo vão ser realizadas como estava planeado.